Dias 3 e 4 – Montevideo (Uruguai)

Olá pessoal,

Não atualizamos o blog ontem pois estávamos exaustos da viagem de quase 15h entre Gramado e Montevideo. Hoje aproveitaremos para falar dos dois dias. Na segunda-feira, dia 21, saímos do Hotel em Gramado por volta das 04h. O caminho até Pelotas foi o mais demorado até aqui. Não passávamos de uma média de 70 a 75km/h no trajeto. Levamos cerca de 6 horas para fazer o trecho de 374km entre Gramado e Pelotas. A estrada, além de não ser duplicada, estava com muita neblina e quando encontrávamos um caminhão pela frente era difícil ultrapassar.

O trecho entre Pelotas e Chuí, fronteira com o Uruguai, foi muito mais tranquilo, tanto é que fizemos os 259 km em cerca de 2 horas e meia, chegando na cidade fronteiriça perto das 12h30. A estrada é basicamente formada de retas intermináveis (algumas chegam a mais de 30 km), e quase não possuem movimentação. No meio da estrada há um trecho que passa bem no meio da Estação Ecológica do Taim. Logo no começo tiramos algumas fotos de capivaras e até de um jacaré que estava por lá:

O trecho entre Gramado e Chuí pesou bastante no bolso com relação aos pedágios. Foram cerca de R$50, a grande maioria dos pedágios variava entre R$7 e R$8. Ah, e antes de chegar em Pelotas abastecemos o tanque pela segunda vez na viagem, o litro estava R$2,89 e a média ficou em 16 km/litro. Falando nisso, o frentista parecia estar fazendo algum tipo de teste para saber quantos litros cabiam no tanque depois daquela primeira “travada” que a bomba dá, pois o rapaz colocou mais uns 7 litros depois.

Chegando em Chuí, fizemos um rápido lanche numa lanchonete e fomos dar uma olhada nas lojas de Free Shop, para que na volta já tivéssemos uma idéia do que comprar.

A conclusão que chegamos é que o que realmente vale a pena comprar por aqui são bebidas alcóolicas e perfumes, o restante até que é mais barato porém não chega a valer tanto a pena (ainda mais agora que o dólar já está próximo dos R$2,10). Alguns preços que lembramos:

- Vodka Absolut: US$22,50.

- Tequila José Cuervo “Prata’: US$12,50

- Vinhos chilenos a US$3,80.

- Amarula (750 ml): US$16,50.

- Camisa Pólo Tommy Hilfiger: US$40,50

- Nike Shox: US$139,00.

Saímos do Chuí perto das 13h45, rumo à Aduana Uruguaia. Antes de entrar no Uruguai abastacemos mais uma vez o carro, visto que já havíamos lido que não existiam muitos postos no caminho até Montevideo. O frentista do Chuí parou logo depois do primeiro “click”, e então a média ficou um pouco mentirosa: 20 km/litro no trecho. O preço estava R$2,92/litro. Antes de chegar na Aduana, a tradicional foto indicando que estávamos cruzando a fronteira:

A Aduana estava completamente vazia, e o funcionário que deveria nos atender estava inclusive assistindo um jogo de futebol na TV. Tivemos que chamar outro funcionário para que ele avisasse da nossa presença. Já o senhor (uruguaio) que “revistou” (entre aspas pois a única coisa que ele fez foi abrir o porta mala e levantar uma das malas), depois de ver que éramos de Joinville, comentou que havia participado de um torneio de tiro na Expoville há uns 10 anos atrás e que ficou em trigésimo de um total de 300 participantes (vai entender porque uma pessoa sairia do Uruguai até Joinville para participar de  um torneio de tiro …).

A estrada uruguaia entre a fronteira e Montevideo é bem parecida com o trecho entre Pelotas e Chuí: várias retas e quase nenhuma movimentação. Logo no início, uma placa indicando que a pista poderia servir para pousos forçados de avião (imaginem isto nas estradas brasileiras). A pista ficava umas 3x mais larga, conforme foto abaixo:

Mais à frente, perto de algumas fazendas, uma outra placa indicando que há travessias de bois/vacas no meio da rodovia em horários previamente marcados (talvez na volta conseguiremos tirar uma foto destas curiosas placas).

Depois de passarmos da entrada de Punta del Este, a estrada fica duplicada, porém o trânsito também aumenta. Chegando mais perto de Montevideo, alguns sinarelos e uma insistente chuva acabaram atrasando nossa chegada à capital uruguaia. No caminho três pedágios, todos de 50 pesos uruguaios, o que transformado em R$ ficava próximo dos R$6.

Chegamos no hotel Iberia próximo das 18h30, completando 960km percorridos e mais de 14h de viagem. Bastante cansados, deixamos as malas no quarto e fui gastar meu espanhol com a dona do hotel, uma mulher chamada Sílvia e bastante simpática e preocupada em nos auxiliar. Ela nos indicou 3 lugares para jantar, e optamos por um lugar chamado Bar Hispano, onde pedimos um prato com um bife a milanesa com mussarela em cima, acompanhado de batatas fritas. Para acompanhar, uma cerveja Pilsen de 1l. A janta custou R$34, pagos em real e diretamente para o garçom. Aqui eles não cobram 10%, e tentei deixar R$3 para o garçom, mas o mesmo não aceitou, dizendo (pelo que entendi) que não ia adiantar pois não iria para o bolso dele.

Bem próximo do hotel há um supermercado razoavelmente grande (chamado Disco), que virou uma verdadeira mão na roda. Compramos algumas coisas para nossos cafés, visto que o hotel cobra US$12 por pessoa cada diária de café.

Na terça-feira acordamos próximo das 09h, e orientado pela dona do hotel saímos de carro pela famosa Rambla uruguaia, que nada mais é do que uma avenida que existe do lado do Rio da Prata. O calçadão é enorme, e quase não havia movimento de carros na nossa direção, o que permitiu que a gente andasse bem devagar e apreciasse a paisagem.

Indicado também pela dona do hotel, visitamos um Museu Zoológico, que contém diversas espécies de animais empalhadas. A visita é gratuita e a senhora que estava cuidando do local foi muito solicita com nós.

Saindo de lá, rumamos ao Estádio Centenario para visitar o Museo del Fútbol. A entrada custava R$10 e permitia, além do acesso ao museu, a visitação do estádio. O museu é basicamente centrado nas conquistas uruguaias (com bastante ênfase na Copa de 1930, que foi disputada no Uruguai, e nos demais torneios que a celeste olímpica conquistou neste período).

Não poderia faltar, é claro, uma foto do Maracanã lotado no dia do Maracanazzo (1950):

Saímos do Museo e fomos dar uma volta no Punta Carretas Shopping, onde almoçamos um Burguer King mesmo (R$37 para duas pessoas). Voltamos para o hotel para descansar e ali pelas 17h saímos para um passeio a pé pela Rambla.

Na janta, comemos os famosos Panchos (estes com bacon) e Húngaras (estes com mussarella) uruguaios acompanhados de Coca-Cola num local chamado Il Mondo del Pizza. Cada unidade custava cerca de R$8, ou seja, R$32 no total + o valor de cada Coca (R$6 cada).

Amanhã pretendemos sair a pé aqui do hotel rumo à Ciudad Vieja e também ao Mercado do Porto. Amanhã é dia de comer o famoso Chivito uruguaio! Até amanhã!

4 thoughts on “Dias 3 e 4 – Montevideo (Uruguai)

  1. Vocês realmente tão viajando ou tão escondidos em jlle? Eu nao sei nao, nao vi nenhuma foto de vcs ai pra comprovar ainda, podem ter pego na internet essas fotos ai HAUSHAUSHAU..

    A coca ai tem o mesmo sabor q a daqui?

  2. Pingback: Dias 10, 11 e 12 – Porto Alegre (RS) e Sananduva (RS) « alfadicasviagens

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