Viagem Cancún (México) – Dia 4 – Chichén Itzá

Boa noite pessoal,

Depois de um breve hiato dos posts de Cancún, voltamos nesta semana com dois posts (o segundo post provavelmente sai no final de semana ou no início da próxima). O post de hoje fala basicamente do passeio feito à uma das sete maravilhas do mundo moderno, que fica localizada na cidade de Chichén Itzá, cidade que era o centro político e econômico da civilização maia.

O dia começou cedo (às 07h), já que a cidade fica a mais de 200 km de Cancún. Após tomarem café, aproveitaram para já agendar a janta do dia no restaurante japonês do hotel. Próximo das 07h30, já estavam partindo rumo a Chichén Itzá.

O motorista da rodada foi o Victor, tanto na ida quanto na volta. A distância aproximada entre a zona hoteleira de Cancún e o destino era de aproximadamente de 215 km, e o pior trecho é justamente logo na saída da zona hoteleira, quando se passa pelo centro de Cancún. Após ficarem um tempo perdidos sem saber pra que lado ir, o co-piloto da viagem, utilizando um jargão conhecido aqui por Santa Catarina, falou que era só “seguir a vida toda reto” que chegariam ao destino. E foi o que acabou acontecendo.

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A viagem entre Cancún e Chichén Itzá oferece duas opções: uma auto estrada duplicada em toda sua extensão com pedágios, ou então ir por dentro das cidades, onde não haveria pedágio, passariam por algumas aldeias indígenas e demorariam mais para chegar, visto que a velocidade nas cidades seria bem menor. A opção escolhida foi a auto-estrada, que estava com alguns trechos em obras, mas nada que atrapalhasse muito a viagem, visto que quase toda ela é composta de apenas retas e também não havia muito tráfego. Detalhe também para a segunda foto abaixo: tem PT por lá também!

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O primeiro pedágio acabou assustando um pouco (251 pesos mexicanos, ou cerca de R$44). Logo após este primeiro pedágio, havia um posto de polícia, onde pediram para encostar o carro. Foram solicitados os documentos do motorista, os documentos do carro e o documento de aluguel do mesmo. Já ao pedir os documentos, o policial percebeu que eram brasileiros, e então começou a perguntar de futebol, da camisa do Victor, etc … resumindo, em menos de cinco minutos, já estavam liberados para prosseguir viagem.

O segundo e também último pedágio da rodovia custou bem menos que o primeiro (61 pesos mexicanos, cerca de R$11). Logo após esta nova cobrança, já se chega à entrada para Chichén Itzá. Logo na entrada da cidade, já existe um quiosque onde se compram os ingressos. Haviam opções de ingressos com e sem almoço incluso. Por 307 pesos mexicanos/pessoa (cerca de R$55), optaram pela opção com almoço incluso. A opção sem almoço custava 182 pesos (ou aproximadamente R$30).  Já no quiosque eles ganharam um mapa do local e a explicação de como tudo funcionava.

Perto das 09h30 eles chegaram ao estacionamento de Chichén Itzá, que é bem simples, sem marcações e com algumas árvores e volta. Não haviam muitos carros, pois a maioria dos turistas vem mesmo com agências de turismo, e o estacionamento para ônibus e vans é separado do estacionamento de carros. Perto do estacionamento há uma recepção, onde o atendente te leva até a entrada da cidade.

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Entre a recepção e a entrada da cidade, há algumas pousadas e SPAs, com piscina e tudo mais. É possível se hospedar ali mesmo, na entrada da Cidade Maia.

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Logo na entrada da cidade, existem alguns guias turísticos que se oferecem (são pagos) para apresentar a cidade, acompanhando o passeio e contando a história do local. A escolha pelo guia é opcional, mas para conhecer melhor a história do local, eles acabaram optando pela “contratação” do guia, que era uma figura, falando uma mistura de português com espanhol, o famoso portunhol. Ele se auto-denominava “Tartaruga”, só que com o casco pra frente, olhando a foto abaixo vocês entenderão. O guia era muito simpático e explicava muito bem, intercalando piadas com a história do local. Por 650 pesos mexicanos (cerca de R$115), o guia lhes acompanhou por cerca de duas horas.

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Foi aí então que começou a caminhada pela Cidade Maia, um local com muita história. Maiores detalhes na Wikipedia.

Andando pelo local, é extremamente comum cruzar com iguanas de todos os tamanhos, pois elas estão por todo o local. Mas não se preocupe, elas não fazem mal a ninguém.

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Outro fato surpreendente da Cidade Maia é que existem vários pontos que se assemelham a uma feira, onde uma boa quantidade de vendedores está comercializando vários itens, tais como chapéus, roupas, artesanatos, etc. Conforme já dito num dos primeiros posts, eles começaram querendo arrancar muito dinheiro dos turistas, e após vários “não”, você acaba praticamente levando de graça os itens.

Uma passagem interessante aconteceu justamente nestas feiras. Como os vendedores mexicanos parecem papagaios que repetem o que os outros turistas lhe ensinam, era comum escutar frases do tipo “Aqui más barato que 25 de março“, “Aqui, para su sogra“, “Para Brasil és más barato“, assim que eles identificavam algum turista brasileiro. O curioso diálogo entre um dos vendedores foi exatamente o descrito abaixo:

Vendedor:  De que time é esta camisa que está usando?

Victor: De um time de pelada, de amigos

Vendedor: Ah, no és Corinthians …

Victor: Corinthianos não podem mais sair do país …

Foi então que o vendedor “papagaio” soltou a seguinte frase: “San Paolo Bambi“, certamente ensinada por algum torcedor rival.

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O passeio prosseguiu e a cada nova estrutura vista, o “Tartagura” ia explicando: observatório, igreja, campo de futebol, túmulos, etc … Algumas das estruturas não estão totalmente intactas, pois já deterioraram desde o ano de fundação da cidade (430 A.C.).

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No entanto, o ponto alto da visita a Chichén Itzá é certamente a Pirâmide de Kukulcán, que é considerada o símbolo da cidade e uma das sete maravilhas modernas. A pirâmide está totalmente intacta e isolada, e até um tempo atrás era possível inclusive subir nela, porém esta prática foi proibida justamente pelo abuso das pessoas que estavam causando deterioração ao local.

A pirâmide nada mais é do que um culto ao Deus Kukulcán (Deus serpente), e vale muito a pena conhecer o local e toda a história que há por trás dela. Há alguns anos inclusive foi feita uma abertura nela e explorado o seu interior. Nesta época era permitida até a visitação ao interior, e o guia “Tartaruga” chegou a entrar, e disse que o calor lá dentro é muito grande, além de ser muito abafado e sem muita ventilação. Aqui neste link há mais informações sobre a história desta maravilha e algumas fotos do interior.

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Depois da visita à pirâmide e de tirarem mais algumas fotos e comprarem alguns artesanatos do local, hora de ir embora. Desde a hora de chegada até a hora da saída, deu cerca de quatro horas. O restaurante que servia o almoço incluso na compra do ingresso era fora da cidade maia, e apesar de ser próximo, eles tinham que ir de carro (pois o carro estava estacionando dentro da cidade). O almoço era bem simples, estilo “buffet livre”. A comida era bastante parecida com a brasileira, e não havia grandes novidades ou pratos típicos no cardápio. Além do almoço, havia também um pequeno show no local, conforme fotos abaixo. Apesar de já estar pago, o almoço não incluía as bebidas, que custaram cerca de 220 pesos mexicanos (cerca de R$40) para os quatro (cervejas, sucos e refrigerantes).

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Após saírem do local de almoço, optaram por vir por um caminho diferente, que passava por uma pequena cidade chamada Valladolid, que fica a 40 km de Chichén Itzá. A viagem foi bem tranquila e durou apenas 30 minutos. A cidade de Valladolid é bem pequena e simpática, além de ser bastante antiga. Carro estacionado, resolveram dar uma volta andando, onde puderam tirar algumas fotos, principalmente da igreja da cidade. O tempo gasto na cidade foi cerca de 1h30, onde gastaram boa parte do tempo nas lojinhas da cidade, onde fizeram algumas compras.

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Saindo de Valladolid, rumaram novamente a Cancún. Chegando lá, abasteceram o carro, gastando 564 pesos mexicanos. O preço do litro da gasolina era 10,94 pesos (menos de R$2).

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De volta ao hotel, a janta reservada no início da manhã era no restaurante japonês do Riu Cancún. Cada um pedia o seu prato, no sistema “a la carte”. Para quem gosta de comida japonesa, certamente recomendado!

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Depois da janta, uma breve caminhada pelo hotel para fazer a digestão. Como o dia tinha sido bastante cansativo e o dia seguinte teria um passeio a um dos parques de Cancún e a visita a Tulum (outro ruína maia, esta a beira do mar do Caribe), era hora de ir dormir!

Por hoje é só pessoal, aguardem o próximo post!

One thought on “Viagem Cancún (México) – Dia 4 – Chichén Itzá

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