Viagem Ushuaia (Argentina) – Estação de Esqui Cerro Castor

Olá pessoal,

Voltamos hoje com mais um post da viagem de nossos colega à Ushuaia, na Argentina. Aproveitando o tempo bom do segundo dia em terras argentinas, sem muita chuva e muita neve, eles aproveitaram para passar o dia numa das duas principais estações de esqui de Ushuaia: a Estação Cerro Castor. Além desta, há a Glaciar Martial, só que esta é menor e com menos pistas.

A estação fica um pouco longe da cidade, há cerca de 15 km do centro da cidade. O trajeto é feito entre várias empresas que oferecem ônibus que passam nos hotéis e nas pousadas (há também a opção de ir de táxi). O custo é de 100 pesos argentinos por dia e por pessoa (cerca de R$40), porém se você pega por três consecutivos ganha um pequeno desconto de 5%, ficando em 285 pesos o preço final (R$114).

O pessoal do ônibus é muito prestativo e já ia explicando no caminho para a estação onde você deve ir para comprar o ticket, onde você aluga os equipamentos (e a ordem das coisas). O pagamento do transfer pode ser feito no cartão de crédito, pois no próprio ônibus há uma máquina para fazer a cobrança. Uma informação importante é que o desconto (tanto no transfer como nos aluguéis de equipamentos) somente é válido para três dias consecutivos, caso você planeje ir à estação na segunda, quarta e sexta, não ganhará desconto algum pagando o preço cheio de cada dia individualmente. Esta é a entrada da estação:

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Chegando lá, no primeiro dia é feito o aluguel dos equipamentos. Porém, um dos quatro precisava também de uma calça impermeável, e é por lá mesmo que é feito o aluguel de roupas (que deve ser feito antes do aluguel dos equipamentos). Há a opção de compra e aluguel, a opção escolhida foi a segunda, e, para 3 dias, o custo foi de 105 pesos argentinos (R$42) pelo aluguel da calça. É necessário também deixar no cartão de crédito uma espécie de “calção” de 450 pesos. Assim que fizeram o aluguel da roupa, a segunda fase é o aluguel dos equipamentos. A cada minuto esta fila ia aumentando, mesmo com esta parte da estação ainda fechada (pois somente abre as 10h). Um ponto positivo do transfer contratado fica por conta do horário, já que ele começa a pegar o pessoal hospedado já a partir das 08h.

Há uma fila especial para quem vai alugar o equipamento pela primeira vez, onde após preencherem uma ficha, os funcionários irão localizar uma bota e um esqui/snowboard adequado para o seu tamanho. Depois de provar os equipamentos (e pegar os bastões, no caso de ter optado pelo esqui) e dar o OK para o funcionário, você já é encaminhado para pagar o equipamento: pelos três dias de aluguel do esqui, bota e bastões, o total foi de 380 pesos argentinos (cerca de R$95).

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Nos dias seguintes, há uma fila bem mais rápida que você pega apenas para retirar os equipamentos alugados no primeiro dia. Há também a opção de deixar seu tênis/bota guardada no lugar da bota de esqui, e pegar a mesma quando for devolver a bota alugada. É possível também alugar um guarda volumes, porém não há muitos disponíveis. Um ponto importante que você deve levar em consideração é você não esquecer o número de seu esqui, pois eles ficam parados junto a dezenas de outros, e caso você esqueça o número é capaz de pegar o errado no dia seguinte.

Com roupas e equipamentos em dia, é hora de comprar os tickets para ter acesso aos teleféricos e às pistas. Para quem não irá esquiar, há uma opção mais barata de ticket, porém esta opção lhe permite subir apenas uma vez com o teleférico (o que acaba não valendo a pena), e não várias vezes como acontece com quem compra o ticket para esquiar. Por ser alta temporada, os tickets para os três dias saiu um pouco salgado: 1065 pesos/pessoa (cerca de R$266).

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Assim que você paga a quantia, além dos tickets, você ganha um cartão magnético, bem parecido com os existentes aqui no transporte urbano de ônibus aqui do Brasil (com sensor). Eles pedem para você deixar o cartão dentro de um bolso do lado direito do corpo, pois os sensores das catracas são desse lado. Para passar pela catraca, basta posicionar-se em uma posição que aproxime o cartão da mesma. É também avisado para deixar o celular do lado esquerdo do corpo, para não acontecer interferência (o que de fato aconteceu com várias pessoas que estavam por lá e não “obedeceram” esta solicitação).

Como nenhum dos quatro sabia esquiar, eles acharam prudente marcar alguma aula de esqui. A entrada da “escola de esqui” é a da foto abaixo:

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As aulas podem ser particulares ou em grupo de 10 pessoas. Os horários eram às 10h, às 13h e às 15h. Como já passava das 10h, eles acabaram reservando uma vaga na aula das 13h, logo após o almoço. O preço? 330 pesos/pessoa por dia (cerca de R$82) para a aula em grupo.

Para chegar até a área do treino, é necessário pegar um primeiro teleférico, que os levaria até à Cota 480 (altitude em metros), onde se tem o acesso às pistas de treino.

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As pistas possuem algumas esteiras para subir e depois descer, e como ainda era 11h, eles resolveram arriscar e testar suas habilidades antes do treino propriamente dito. Já no primeiro contato com a neve, descobriram qual seria o principal obstáculo: frear! Nessa área as descidas são bem curtas e não tem muito perigo (mesmo caindo), tanto que elas nem são categorizadas com cores (falaremos adiante). É claro que também já rolaram os primeiros tombos, conforme segundo foto abaixo.

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Depois de alguns tombos e algumas tantas outras risadas, eles resolveram almoçar lá mesmo, na Cota 480. Neste ponto da estação há dois restaurantes, no ponto seguinte (Cota 680) há outro, onde seria o local da refeição do segundo dia. O funcionamento do restaurante é um pouco atípico para nós brasileiros: apesar de ser um buffet, cada item do mesmo tem um preço diferenciado. Você vai solicitando o que quer e quem te serve é um funcionário da casa. O buffet não tinha uma grande variedade de comidas, era basicamente algumas carnes empanadas (frango e gado), carne de boi ao molho, fritas, e algumas saladas e massas mistas em potes. Um prato com dois pedaços de frango empando e fritas, acompanhados de uma Pepsi (na estação é o único refri disponível), custou 107 pesos (cerca de R$42).

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O almoço acabou sendo também um alívio para os pés, que estavam sendo machucados pela bota: somente depois eles foram descobrir como abrir e soltar apenas um pouco as presilhas que prendem ela.

Bem alimentados, eles se encaminharam para o “super treinamento”, com alguns brasileiros e outros argentinos no grupo. A duração do treino é cerca de 2 horas e é bem básica, onde o instrutor ensinar como coloca e como tira o esqui, além de como se usam os bastões. Esta parte não é nada complexa, e basicamente depende da habilidade de cada um se acostumar com os equipamentos.

É também ensinado como se freia com o esqui, também chamado como cunha ou fazer cunha:  para isto basicamente é necessário virar os dois esquis para dentro. Como o instrutor acabou falando várias vezes a palavra cunha, o pessoal o apelidou de Cunha mesmo, apesar deste não ser o nome dele.

A aula em si não ajuda muito, mas ao menos dá uma noção para iniciantes. Uma das vantagens em fazer a aula é “furar” a fila da esteira, pois havia um tratamento especial para os participantes da aula. Nesta área de treino especificamente há três esteiras, que levam para uma parte mais alta (são três níveis diferentes). Após o término da aula, eles ficaram por lá mesmo, tentando melhorar seus altos níveis de esqui, além de caírem diversas vezes e fazer a famosa cunha algumas outras tantas. Apesar de não parecer, toda esta atividade acabava cansando bastante, principalmente para quem não sabe andar direito. Perto das 15h30 e praticamente exaustos, eles pararam para tomar uma boa e velha Quilmes (salgados 28 pesos, ou R$11), a cerveja mais tradicional da Argentina:

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Como o transfer contratado iria passar às 17h lá na entrada da estação, logo depois eles desceram de teleférico, pois teriam também que devolver os equipamentos, que já ficam juntos para serem usados nos dias seguintes, conforme explicado anteriormente. O único item que não é devolvido é a calça, que deve ser devolvida somente no último dia. Abaixo uma foto do teleférico descendo:

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Como ainda era cedo, eles aproveitaram para dar uma olhada na base e tomar um café: um simples cappuccino sai por absurdos 35 pesos (R$14). Abaixo uma foto das lojas da entrada (aluguel e bilheteria):

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A estação fecha em torno das 16h45, e antes das 17h já está todo mundo indo embora, até porque logo depois disso já começa a escurecer: por estar localizado tão ao sul do globo terrestre, os dias em Ushuaia amanheciam somente em torno das 10h, e já às 17h30 começava a escurecer.

A volta de ônibus leva cerca de 40 minutos, e vai deixando as pessoas em seus respectivos hotéis. Dependendo de onde for seu hotel, o trajeto pode levar um pouco menos ou um pouco mais. Há também a opção de voltar num ônibus das 15h, porém vale muito mais a pena ir embora somente às 17h, mesmo que você fique lá na estação apenas olhando o restante do pessoal andar. Para fechar o post de hoje, fiquem com uma foto da galera e uma com o mapa das pistas:

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Por hoje é só pessoal. A idéia inicial era fazer um post único sobre a estação, mas como este aqui já está bastante comprido, vamos dividir em dois. O outro deve sair até o final desta semana! Até lá!

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