Viagem Ushuaia (Argentina) – Estação de Esqui Cerro Castor – Parte II

Boa noite pessoal,

Continuamos com os posts de Ushuaia, e o de hoje falará sobre o segundo e terceiro dias passados dentro da Estação de Esqui Cerro Castor. Conforme já relatado no primeiro post na semana passada, o primeiro dia na estação foi basicamente para alugar os equipamentos e de ambientação ao local, tentando colocar em prática o pouco aprendido na aula com o Professor “Cunha”.

Antes de voltarem para o hotel no primeiro dia, eles pegaram uma espécie de guia da estação, onde há também um mapa de todas as pistas. São quatro cores de pistas: verde, azul, vermelha e preta. A lógica é simples: a verde é considerada fácil, a azul é intermediária, a vermelha é difícil e a preta é muito difícil. Após uma breve análise, eles optaram em ir ao menos em alguma pista verde neste segundo dia na estação. Abaixa o mapa da estação e uma foto de uma pista do nível vermelha indicando peligro:

mapa

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A pista verde mais próxima da Cota 480 (local onde passaram praticamente todo o primeiro dia) era a pista denominada Los Castores, e foi a escolhida para a primeira descida. Este trajeto é bem simples, praticamente sem curvas e apenas com algumas elevações. Porém também é uma pista bem curta: cerca de 300 metros. O final desta pista chega na Cota 420, ou seja, 60 metros abaixo do local de saída (Cota 480).

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Assim que você desce, você volta para o ponto de partida numa espécie de “balanço”, também chamado de teleesqui, onde você o coloca no meio de suas pernas (com a ajuda de um funcionário) e é puxado pelo equipamento para cima. Você não chega a ficar com os pés levantados, ou seja, você vai sendo puxado, mas deve permanecer esquiando. Apesar de ser difícil explicar e de entender como se usa no início (o que resultou inclusive em alguns tombos), com duas ou três voltas você já pega o jeito.

Na Cota 420 há um restaurante no mesmo estilo do restaurante onde foi feita a refeição do primeiro dia (buffet com preços individuais para cada comida) , e como neste a fila era bem menor, a opção foi almoçar nele mesmo. A principal diferença nas opções deste para o outro era a parte com comida japonesa. O preço também era um pouco mais salgado, e um combo de Sushi com uma taça de vinho saiu por 220 pesos (R$88). Havia também outras opções, como a escolha do Stil (bife empanado de frango e macarrão):

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Após almoçarem, eles pegaram o teleférico da Cota 480 em direção ao ponto mais alto da estação: a Cota 1057. Para pegar este teleférico, você obrigatoriamente deve estar com esquis nos pés, pois assim que você desce dele você já deverá sair esquiando. Porém o objetivo do dia não era chegar até o topo (até porque lá não existem pistas verdes), e sim pegar uma pista verde onde você desce deste teleférico no meio do trajeto.

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Caso você tenha dificuldades, não se preocupe, sempre há funcionários que lhe ajudarão caso você tenha dificuldades em descer do teleférico. Neste ponto intermediário, além da pista verde pela qual eles queriam descer, há também outras pistas (vermelhas e pretas). Apesar de existir uma sinalização muito boa, é preciso tomar cuidado nas bifurcações para não cair na pista errada. Abaixo um vídeo de um dos tombos das descidas:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9XGcQM2rn70]

A descida por esta pista verde tem como ponto final do trajeto a Cota 600 (abaixo uma foto panorâmica), onde existe mais um restaurante, que na verdade está mais para um barzinho no estilo de pub irlandês.

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Para comer não há buffet, e sim apenas lanches e comidas rápidas. Uma dica é o enorme fogão a lenha do local, onde você poderá se aquecer um pouco, além de deixar as luvas e outras roupas molhadas secando enquanto se toma uma cervejinha:

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De forma bem resumida, o tempo expendido no segundo dia na estação foi em voltas nas pistas verdes consideradas mais fáceis. Além do teleférico principal, que fica bem na entrada, há também um outro teleférico, este leva à um ponto que parecia ser mais interessante, acima das pistas de treinamento para principiantes. Lá há uma pista verde (curta) e bem larga com uma descida bem tranquila, mas não custa prestar um pouco de atenção, pois bem próximo existem outras 4 pistas, todas do nível preto!

Já para o terceiro e último dia gasto na estação de esqui, o objetivo do Ademir e do Márcio era andar em todas as pistas verdes. Enquanto isso, os Irmãos Stil iriam subir até a Cota 1057 (ponto mais alto) para tirar fotos e ver o visual. Conforme já comentado anteriormente, não há pistas verdes neste ponto, e também não é possível voltar de teleférico. Eles resolveram ir sem os bastões, mas com os esquis, pois não é possível subir até lá em cima sem esqui nos pés.

A ida até o topo com certeza valeu a pena, principalmente pelo visual, o que gerou as incríveis fotos abaixo:

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A outra dupla (Ademir e Márcio), em uma das descidas, optou por pegar uma pista verde que pegaria um pequeno trecho de pista azul. Antes de descerem esta pista, eles acabaram encontrando o instrutor “Cunha”, que ao avistar o pessoal, já perguntou “que diabos eles estavam fazendo ali”. Depois deste belo incentivo, o Ademir explicou que eles já tinham experimentando outras pistas verdes e queriam saber se aquele trecho azul era muito mais difícil do que os verdes já “enfrentados” previamente. De forma irônica (ou não), o “Cunha” falou que era fácil: bastava fazer o sinal da cruz e descer.

Com mais este incentivo, eles resolveram descer, e valeu a pena! Este trecho verde/azul foi considerado por ambos a melhor pista em qual andaram. E então o resto do dia foi gasto praticamente em descidas por esta pista e variando em outras verdes.

Um ponto tenso deste terceiro e último dia na estação de esqui se passou dentro do teleférico (umas três vezes na verdade): dependendo da velocidade do vento, o teleférico é parado lá no alto, e é necessário esperar o vento parar para prosseguir com a viagem. Neste momento o teleférico balança bastante, e para pessoas não acostumadas, pode parecer um pouco assustador.

Para fechar com chave de ouro a passagem pela estação, o dia foi encerrado com mais uma Quilmes:

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Após tomarem a cerveja, eles desceram até ao ponto de aluguel para devolução dos equipamentos e apenas aguardaram o ônibus chegar para voltarem ao hotel.

E assim terminamos o relato da estação de esqui de Ushuaia! Esperamos que todos tenham gostado e as dicas tenham sido úteis! O próximo post deverá falar um pouco mais sobre o Museu Marítimo e algumas dicas de compras, aguardem!

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