Peru – Chegada e Centro Histórico de Lima

Olá pessoal,

Esse é meu primeiro post como colaborador do blog, então vou me apresentar brevemente! Me chamo Ademir e compartilho da mesma paixão por viajar que a Aline e o Fábio têm. Já estive presente aqui no blog em outros textos e a partir de agora vou postar diretamente como um colaborador. Espero que gostem! Mas vamos falar do Peru!

Quando comecei a pensar em montar o roteiro de viagem para o Peru tinha duas certezas: não iria conseguir conhecer o país inteiro nos 7 dias que eu tinha disponível e que precisava conhecer Machu Picchu. A principal idéia da viagem era gastar pouco, ficar em hostels e fazer uma espécie de mochilão. Antes da viagem li muitas coisas na internet para conseguir montar o roteiro, que foi apresentado em outro post. Ao planejar tudo e escolher as cidades que iria passar comecei a pensar nas passagens e hospedagens.

Comprei as passagens aéreas através de milhas então não adianta citar valores, mas já comprei todos os traslados, saindo de Joinville para São Paulo (Guarulhos), que era de onde saia o próximo voo para Lima, capital e maior cidade do Peru. Neste mesmo pacote comprei a passagem entre Lima e Cusco (fica mais barato incluir as passagens internas no país junto com as internacionais, pelo menos nesse caso) e também a volta, Cusco para Guarulhos (escala em Lima) e Guarulhos para Curitiba (Pela questão dos horários preferi ir até Curitiba e depois pegar um ônibus para Joinville, ao invés de esperar lá e pegar um voo direto apenas no outro dia).

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Para as hospedagens reservei todas elas pelo HostelWorld.com e assimpude garantir as primeiras noites depois dos deslocamentos. O trem de Cusco para Machu Picchu e a volta também comprei online, bem como o ticket para visitação do santuário, em outro post explicarei melhor sobre como comprar o ticket e os tipos de ingressos disponíveis.

Os voos nacionais foram de TAM e não tive problema algum, nem com atrasos e nem com a bagagem. O voo internacional e o interno no Peru foi feito pela LAN, também sem problemas e sem atrasos. Na ida o voo entre Guarulhos e Lima durou 5 horas, e como lá tem fuso horário de -2 horas, sai de São Paulo as 19h40 e cheguei lá as 22h55.

Depois de sair da imigração, que foi bem tranquilo por sinal, e pegar as bagagens, localizei um caixa ATM para sacar dinheiro: utilizei um Travel Card e ocorreu sem problemas, com uma taxa de saque habitual e um câmbio razoável. Saindo do aeroporto, já sabia que no Peru inteiro faz-se necessário negociar com taxistas, pois os mesmos gostam de cobrar um “pouquinho” a mais dos turistas. O meu hostel era no bairro de Miraflores e sabia que o valor justo do táxi do aeroporto seria entre 40 e 45 soles (a conversão é R$1 ~ 0,80 soles). O taxista pediu absurdos US$50 (140 soles), e após uma boa negociação fechamos em 50 soles (cerca de R$40), pois estava cansado e sem paciência para negociar mais. Aqui fica uma dica importante, antes de entrar no táxi diga o seu destino e pergunte o valor, depois ofereça uns 30% menos do que o taxista pediu e ele vai aceitar a corrida, assim dá para economizar uma boa grana.

Cheguei no Hostel Pariwana onde eu tinha reserva para aquela noite, quando já era próximo da meia-noite e fui então fazer meu check-in. Infelizmente deu um problema no sistema deles e minha reserva foi feita para um mês seguinte. Eu tinha reservado um quarto para 6 pessoas com banheiro interno, o que não tinha disponível no momento. A atendente pediu se havia problema em ficar em um quarto para 4 pessoas, mas sem banheiro. Nem dei muita importância e aceitei sem problemas.

O quarto estava limpo e bem organizado, bem como o banheiro coletivo, sem problemas algum, tudo muito bom, organizado e limpo. Recomendo esse hostel sem dúvidas! Depois de um bom banho (a ducha era perfeita e quente), subi ao último andar do hostel onde fica o restaurante e bar para tomar uma cervejinha, minha primeira Cusqueña Dorada, recomendada pelo barman. Ali conheci o barman e um outro cara, Irlandês que estava lá bebendo umas, ele nem estava hospedado lá, mas falou que era mais “cool”. Conversamos um pouco sobre futebol e o Brasil, mas ele estava meio bêbado e eu estava querendo dormir, então fui para o quarto.

Abaixo fiquem com algumas fotos do hostel:

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A idéia no dia seguinte era visitar o centro histórico de Lima, que por ser muito antigo tem muita cultura e história para se ver e aprender. Tomei um café da manhã (incluso nos R$34,00 de diária do hostel, que foi cobrado como se eu estivesse no quarto de 6 pessoas, o para 4 seria R$40,00) e fui para a rua em frente e bem movimentada para pegar um táxi. Em frente ao hostel tem uma praça, chamada de Parque Kennedy de Miraflores, é uma boa referência para os taxistas.

Em Lima existem muito mais táxis do que carros particulares, então em quase qualquer hora ou dia você vai para a rua e logo passa um. Mas não espere por taxímetro, é tudo na negociação. Só fique atento para pegar um que tenha número e aquela luz em cima, os outros (que não são poucos) são clandestinos. Confesso que peguei um desses um dia e não tive problemas, mas todo mundo lá não recomenda. O valor justo de um táxi de Miraflores até o centro sai por uns 15 soles. Por sinal, o bairro é ótimo para turistas e inclusive recomendo ficar nessa região.

Abaixo algumas fotos do Parque Kennedy:

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No centro histórico tudo é relativamente perto (leve ou compre água pois você irá caminhar bastante) e dá para passear a pé sem problemas. O marco principal e ponto de referência para você se localizar é a Plaza Mayor, onde ao redor temos a Igreja principal, a casa arcebispal e o palácio do governo. Além claro de outros diversos museus, praças e igrejas na redondeza.

Abaixo alguns lugares que visitei e recomendo nessa região do centro histórico:

  1. Plaza Mayor – lugar legal para tirar umas fotos, conhecer e ficar observando um pouco da cultura do país. Claro que por ser um lugar turístico vai ter um monte de pessoas querendo te vender alguma coisa, desde mapas até pele de alpaca.

  2. Igreja Catedral de Lima – fica em frente a Plaza Mayor e a entrada custa 12 soles (cerca de R$10), que permite você visitar a igreja e o Palácio Arzobispal.

  3. Palacio Arzobispal – aqui era a o moradia do bispo da igreja e hoje virou um museu, onde são exibidas em algumas salas como eram antigamente quando ele morava ali. Tem umas criptas e tumbas que são bem interessantes. Apesar de tudo estar identificado e explicado o que é cada coisa, vale a pena contratar um guia, que não tem valor fixo, dei US$10 para ela e a visita durou 1 hora mais ou menos. É interessante ir lá antes da Catedral.

  4. Igreja Santa Rosa – fica a duas quadras da Plaza Mayor e custa 7 soles (R$5) para entrar com direito a visita guiada. Tem uns jardins internos bem interessantes e pode-se subir na torre de onde pode ser visto o centro histórico.

  5. Palácio do Governo – fica bem em frente a Plaza e é o principal local governamental do Peru. Todo dia ao meio dia acontece a troca da guarda, onde uma banda toca a música e os soldados marcham para fazer a troca de quem ficará vigiando o palácio. A rua em frente é fechada e lota de turistas que ficam assistindo e tirando fotos. Vale a pena organizar o dia no centro para apreciar esse “evento”.

  6. Basílica de San Francisco – Outra igreja na região e custa 7 soles (R$5) para entrar. Nessa não cheguei a entrar, apenas passei na frente e tirei algumas fotos. Lá sempre tem muitas pombas e os turistas alimentam elas.

  7. Mercado Municipal – aqui vale a visita sem dúvida! Fica a umas 5 quadras da Plaza e fui a pé, cerca de 10 minutos. Confesso que é meio estranho, ainda mais porque você será o único diferente (entenda-se turista) que estará lá no meio. Mas é muito interessante ver as frutas que você não conhece e ver as pessoas no seu ambiente natural, não agrandando turistas. Lá se vende desde frutas, verduras, carne (animais inteiros e sem refrigeração, claro) até sacolas, brinquedos e roupas.

  8. Museu do Larco – esse museu fica um pouco mais longe e como já tinha andado bastante peguei um taxi da Plaza Mayor, que custou 12 soles (R$10). A entrada no museu custa 30 soles (R$24). Neste museu estão diversos artefatos históricos do Peru, desde da época dos incas até os dias mais atuais. Confesso que por ser um museu feito, e não um local da época não me encantei muito. Mas vale a pena visitar se sobrar tempo. Tem também um sala erótica nesse museu, que vale a pena ver, ou pelo menos dar risada do espanto, caras e bocas dos turistas mais velhos.

  9. Museu de Ciência e Tecnologia – fica a poucas quadras do museu do Larco, mas precisa ir de táxi porque a rua dá uma volta grande (5 soles). Neste museu é interessante você ir se estiver com crianças. Ele é dividido em partes, elétrica, peixes (de verdade), sobre animais, corpo humano e é bem educativo. A entrada custa 12 soles (R$10) e da para perder umas 2 horas lá dentro brincando e conhecendo as coisas.

Algumas fotos da região do centro histórico:

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Palácio do Governo

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Igreja Santa Rosa

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Cripta na Igreja Santa Rosa

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Catedral de Lima

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Foto Interna da Catedral de Lima

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Plaza Mayor com o Palácio do Governo ao fundo

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Criptas no Palácio Arcebispal

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Escadaria de influência Portuguesa no Palácio Arcebispal

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Basilica de San Francisco

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Mercado Municipal

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Carnes no Mercado Municipal

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Museu de Ciência e Tecnologia

Na região do centro histórico tem  muitos restaurantes bons e até baratos, por sinal, a alimentação no Peru de maneira geral não é cara, mesmo em restaurantes para turistas. Eu escolhi o Tanta, que já tinha ouvido falar e é de um chef conhecido no mundo inteiro, Gaston Asturio, que por sinal apresenta um programa chamado Master Chef Peru que passa aqui no Brasil no canal TLC. Gastei cerca de 40 soles (R$32) para comer um Ceviche, comida típica do peru e tomei uma cerveja Cusqueña.

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A noite voltei ao hostel, para tomar um banho e sair dar umas voltas pela região de Miraflores, que como é turística tem muita segurança, polícia nas ruas e é bem tranquilo. Sempre tem movimento nas ruas até as 2h da manhã e não tive nenhum problema em caminhar sozinho nas ruas. Nessa região do hostel tem uma avenida principal com muitos bares e restaurantes. Acabei escolhendo um “xis” em um botequinho bem simples. Aproveitei para experimentar a tal Inca Cola, um refrigerante de tuti-fruti com cor amarelo limão, estranho. Comi um xis salada “especial” que o hamburguer tinha aparecia de um isopor e cor rosa, mas era bem gostoso. Não lembro bem, mas gastei menos de 10 soles em tudo. Depois caminhei mais um pouco e escolhi um barzinho que não estava tão cheio para tomar umas cervejas, não lembro o nome, mas tem muitos nessa região.

Assim acabou meu primeiro dia em Lima, dormir para no dia seguinte continuar e conhecer mais lugares na capital do Peru!

Na sequencia dos posts vou falar mais um pouco de Lima, da praia e da sua costa para o oceano pacífico.

Em breve mais posts! Até lá!

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