Viagem Bali (Indonésia) – Gili Trawangan (Gili Islands)

Olá pessoal,

Chegamos ao quarto destino de nossa viagem, e para quem gosta de águas cristalinas e de mergulhar com tartarugas e peixes de todas as cores e tamanhos, com certeza você vai gostar daqui. Estamos falando das Ilhas Gili, um conjunto de três ilhas localizado nas proximidades de Lombok (e portanto pertencentes a Lombok) e distante cerca de duas horas e meia de barco de Bali.

A maior ilha (que foi onde ficamos hospedados) se chama Gili Trawangan e conta com uma população de 1.500 pessoas. A “do meio” é a Gili Meno, que apesar de não ser a menor, conta com a menor população (500 pessoas). Já a Gili Air, apesar de ser a menor em área, conta com a maior população local (1.800 pessoas). Ficamos lá três noites, e acreditamos que seja um tempo ideal para quem tem outros destinos programados, porém se você viajar sem hotéis reservados com certeza vai querer prolongar sua estadia por lá (não foram poucas as pessoas que encontramos que falaram que iam ficar 2 ou 3 dias na ilha e já estavam lá mais de uma semana).

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Para chegar lá você pode ir de barco partindo de Bali ou de Nusa Lembongan (que foi o que fizemos), ou então pegar um voo até Lombok e de lá pegar um barco até às ilhas. O nosso transporte fechamos no próprio hotel de Nusa Lembongan, onde havia uma placa indicando que o transporte custava 200 mil rúpias indonesianas (R$45) por pessoa. Em nossas pesquisas pela Internet o preço era mais que o dobro, e acabamos fechando sem negociar muito (podemos afirmar que o preço poderia ser ainda menor se negociado, assim como tudo na Indonésia).

O embarque é lá na ponte que liga a ilha de Nusa Lembongan a Nusa Ceningan, e para chegar até lá pegamos novamente os famosos carrinhos estilo de golfe. De lá partimos num barco menor para chegar até o barco principal.

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O que conseguimos fazer foi negociar a volta para Bali pelo mesmo valor (o trecho é mais longo), e o transfer de van para nosso hotel em Ubud por apenas 100 mil rúpias (R$22). A empresa que fez o nosso transporte é a Ekajaya. O barco é bem moderno e conta com mais de 100 lugares, além de ar condicionado. Até venda de cerveja (geladíssima!) há dentro do barco. Recomendamos 100% a companhia!

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O maior agito com certeza é em Gili Trawangan, pois a quantidade de hotéis e restaurantes é bastante superior ao existente nas demais ilhas. Para quem procura uma lua de mel e não quer incomodação, opte por Gili Air. Assim que você sai do barco e pisa a ponta do pé nas areias da ilha, já chegam inúmeros locais oferecendo acomodações com os mais variados preços e opções, segurando plaquinhas com fotos dos hotéis.

Outro detalhe importante das ilhas é que não há veículos motorizados por lá, nem sequer motos. O principal veículo são os cidomos, que nada mais são do que carruagens puxadas por um cavalo. Pagamos 70 mil rúpias (R$15) para fazer um trajeto de cerca de 2 quilômetros até o nosso hotel. Há também bicicletas disponíveis para aluguel em todo canto que você olha. Muito dos cavalos utilizados nos cidomos possuem diversos penduricalhos em seu pescoço, fazendo parecer que é o Papai Noel chegando com os presentes conforme vocês podem assistir no vídeo abaixo:

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O agito de Gili Trawangan é exatamente no lado onde você desembarca. São incontáveis restaurantes, hotéis, locais onde você pode fazer cursos de mergulho PADI, mini-mercados, ATMs (sim, há ATMs que não cobram comissão e sempre estão com dinheiro, ao contrário do que aconteceu em Nusa Lembongan) e muito mais. Alugar um snorkel com pé de pato também não será problema, pois a cada 30 metros há locais oferecendo o conjunto por meros R$9 (já chegamos a pagar R$10 a hora na Praia de Sepultura, em Bombinhas).

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Um dos melhores programas que você pode (e deve) fazer em Gili Trawangan é alugar uma bicicleta e dar a volta na ilha (são cerca de sete quilômetros no total). Vários hotéis tem suas próprias bicicletas para alugar para seus hóspedes (ou dependendo da política do hotel, podem até ser de graça). No nosso caso o hotel cobrava a diária R$6,50. Cerca de 90% do trajeto é feito numa espécie de rua com paralelepípedos ou então numa rua de barro mesmo, porém em alguns pontos você precisa arrastar sua bicicleta pela areia fofa da praia (estes locais já estavam em obras de “pavimentação”).

Durante o trajeto você pode parar em diversos pontos para fazer snorkel ou apenas sentar e relaxar em diversas barracas que existem por lá (e um detalhe importante: você não paga nada pelo aluguel da barraca, basta pedir até mesmo um refrigerante que você poderá utilizá-la):

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O ponto alto do passeio certamente é o pôr do sol. Não precisa falar muita coisa, basta ver as imagens abaixo que vocês já entenderão o porquê!

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As fotos do snorkeling feitas na ilha colocaremos no post que falarmos do mergulho com o Glass Bottom Boat.

As ilhas também são conhecidas por serem “terra sem lei” levando-se em consideração a rígida política do país (que condena a pena de morte os traficantes). Antes de viajar vimos várias placas oferecendo os famosos coquetéis de cogumelo que te levam “para a lua” (com o retorno incluso, diga-se de passagem).

Chegando lá, não vimos nenhum anúncio tão explícito assim, porém não foi uma nem duas vezes que nos foi oferecido “objetos” ilícitos em conversas casuais, como a tentativa de aluguel de um snorkel ou um rapaz que veio me perguntar se eu tinha visto o amigo dele que estava no mar. Como não há polícia na ilha, não há problemas neste comércio “ilegal”. Tínhamos a intenção de experimentar o coquetel, porém ficamos receosos a partir do momento que ele era oferecido somente de forma escondida.

Com relação a alimentação, Gili Trawangan está muito bem servida: são inúmeros restaurantes oferecendo de tudo um pouco, porém você não pode deixar de visitar o Night Market, onde você experimentará a comida local a preços irrisórios (falaremos mais de onde comemos num post específico).

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Um passeio obrigatório para quem fica hospedado na ilha é o mergulho com snorkel que é feito nas três ilhas nos famosos barcos Glass Bottom (fundo de vidro). Comentaremos detalhadamente como é o passeio em outro post, mas só para ter uma idéia de como vale a pena, o passeio que dura cerca de 5 horas e meia custa apenas R$27 com almoço incluso por pessoa.

Um ponto interessante de se comentar é que, diferentemente de Bali, a ilha é muçulmana, e há uma mesquita na ilha com alguns alto falantes que com certeza tiram o sono de quem fica hospedado mais próximo de lá. Como nosso hotel era um pouco mais longe, quase não escutávamos a reza diária, mas é um fato a se considerar quando você for efetuar a reserva de seu hotel. No vídeo abaixo dá para ter uma noção do barulho da mesquita:

Para finalizar fiquem com mais algumas fotos da ilha (na segunda foto uma árvore com diversos chinelos pendurados, um dos pontos turísticos de lá). E aguardem os próximos posts da ilha!

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