Viagem Bali (Indonésia) – Cycling Tour

Olá pessoal,

Outro passeio que fizemos enquanto estávamos hospedados em Ubud foi o Cycling Tour, que nada mais é do que uma volta de bicicleta incrementada com algumas paradas em pontos estratégicos e muita, mas muita informação da cultura balinesa. Com certeza foi neste passeio que mais aprendemos sobre o povo local, sobretudo com o motorista que nos levou até o início do passeio e era uma figura (nas fotos abaixo o de boné, o de laranja é o guia do passeio): não parava de falar e em toda parada acendia um cigarro e quando não estava fumando “armazenava” o mesmo no furo do alargador de sua orelha.

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Conforme já falamos no post do Mount Batur, acabamos fechando os dois pacotes com a mesma empresa, a Pineh Bali Tours, e por este motivo conseguimos também um bom desconto neste passeio: ao invés dos US$30 habitualmente cobrados, pagamos apenas US$20 por pessoa. O interessante é que o nosso guia nos deu o recibo de certa forma escondida, para que os demais participantes do passeio não soubessem que havíamos pagado um valor inferior ao normal.

Novamente o motorista apareceu no hotel religiosamente no horário marcado, e acompanhados de um casal de lituanos e outro casal de suecos iniciamos o passeio. Conforme já falamos no início do post, o motorista era muito engraçado e não parava de falar, o que tornou o trajeto com a van muito divertida. A primeira parada é nos famosos campos arquitetônicos de arroz de Bali em Tellagang, onde ficamos uns cinco minutos tirando algumas fotos:

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A segunda parada do passeio é para conhecer o famoso café Luwak, o mais caro do mundo (lá na Indonésia o quilo chega a custar US$493, enquanto apenas uma xícara em alguns lugares do mundo sai por absurdos US$100). A parada é numa espécie de “mini-fazenda”, onde são mostradas algumas outras árvores com seus frutos tais como gengibre, canela, mamão e algumas outras.

Falando um pouco mais sobre o café, os responsáveis por “gerarem” os grãos são os Luwak, os animais das fotos abaixo (que dormem durante o dia): eles comem os grãos de café, e após digerirem e defecarem (sim, é isto mesmo) os grãos, estes são lavados e separados e ficam 10 dias pegando sol. Após este período, eles são novamente lavados e aí então moídos para finalmente chegar ao pó de café mais caro do mundo.

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Durante o passeio no local nos foi mostrado como funciona todo este processo, e após isto sentamos numa mesinha para experimentar 8 diferentes chás e 6 cafés locais em pequenas doses servidas em mini copos. Além disso é possível experimentar a um custo de 50 mil rúpias indonesianas (pouco mais de R$10) e confirmar porque o café é o mais caro do mundo: realmente é algo fora do comum. Para exaltar a diferença eles ainda te servem uma xícara de café comum para de fato notar a diferença entre eles.

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No final da visita há uma pequena loja onde você pode comprar pequenos pacotes do café Luwak e de outros itens produzidos por lá, como os cafés e chás que experimentamos, porém o preço comparado com o que encontramos em alguns lugares (tais como supermercados), não era dos mais vantajosos.

Seguimos viagem e finalmente chegamos ao ponto de partida do passeio de bicicleta (já passava das 10h30), onde pudemos desfrutar de mais um pequeno café da manhã (já incluso no valor): arroz frito com crackers de camarão e um prato de frutas, acompanhados é claro de chá ou café:

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Como praticamente só subimos durante o trajeto com a van, praticamente 95% do passeio de bike é na descida, o que facilita em muito que qualquer pessoa possa fazer este passeio, pois o esforço físico é mínimo. Como já comentado no início deste post, o passeio tem algumas paradas, sobretudo para explicar mais sobre a cultura local. Como teremos um post específico sobre este assunto, vamos somente dar uma comentada geral por aqui do que foi cada parada.

Durante o percurso é possível observar toda a religiosidade de lá, avistando templos em todas as residências que passamos pelo caminho:

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Após parar num templo de uma vila e receber algumas explicações sobre o hinduísmo e alguns pontos do templo, uma das paradas mais interessantes do passeio é quando entramos numa casa típica de lá, e podemos observar que as casas não são de apenas um casal e sim de toda a família (avós, irmãos, tios, netos, enfim, toda a prole mora no mesmo terreno). Fica claro também a precariedade das construções e a pobreza do povo de lá (não vimos banheiro e na cozinha não há sequer uma dispensa, apenas um pequeno fogão a lenha). A alimentação é baseada no arroz, e inclusive há uma pequena casa para guardar o arroz (antepenúltima foto da sequencia abaixo):

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A penúltima parada do passeio é numa plantação de arroz, e tivemos muita sorte, pois era justamente época de colheita (o que acontece apenas duas vezes por ano). E para nosso espanto toda a colheita é feita manualmente, não há máquinas no processo: geralmente pessoas da própria vila ajudam na colheita e ganham como pagamento alguns quilos de arroz que servirão para algumas refeições. O mais impressionante é você olhar para pessoas trabalhando debaixo de um sol de mais de 30ºC e só encontrar sorrisos estampados em seus rostos: faz você repensar em suas reclamações do dia a dia.

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Já passava das 14h quando finalmente chegamos ao local do almoço (incluso no valor), que também é uma residência local onde pudemos mais uma vez sentir como é morar na Indonésia e confirmar que a comida dos locais não é das melhores (ao menos para nosso gosto): o cardápio incluía arroz branco, tofu com molho, alguns espetinhos de peixe não tão saborosos e uma salada onde dos três itens só identificamos o espinafre (sem tempero algum). Para beber pedimos uma long neck de Bintang (R$4,50).

Ao final do almoço ainda há um pequeno espetáculo de crianças dançando uma das danças locais:

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Para finalizar fiquem com alguns pequenos vídeos do passeio:



Com certeza recomendamos este passeio para qualquer um que for a Bali. Além do excelente custo benefício, a quantidade de cultura que você irá absorver certamente é algo que não tem preço!

One thought on “Viagem Bali (Indonésia) – Cycling Tour

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