Viagem Leste Europeu – Resumão e Dicas Gerais

Olá pessoal,

Depois de exatos vinte e um posts sobre nossa viagem ao Leste Europeu, onde visitamos Grécia (único dos países não pertencente ao Leste, mas muito próximo), Turquia, Sérvia, Bósnia e Croácia, é hora do tradicional post que resume toda nossa viagem e dá algumas dicas gerais para quem pretende fazer uma viagem para lá.

Passagem Aérea

Dessa vez não fizemos um post específico sobre a compra da passagem aérea, mas tentaremos resumir aqui as principais informações. Quase que semanalmente surgem promoções para a Europa, mas a grande maioria delas são para países como Espanha, Portugal e Itália. Raramente você promoções de voos para os países mais próximos da Ásia.

Hoje em dia, as promoções (saindo de São Paulo) para os países mais conhecidos geralmente saem por valores entre R$1.500 e R$2.000 com taxas, e tarifas normais para a Grécia, que foi onde pousamos, partem de R$2.100. Vale lembrar que estes valores tiveram uma boa queda recentemente com a baixa do dólar, pois na época que viajamos o dólar estava no mínimo 10% a mais do que o valor de hoje em dia, ou seja, considerem o preço de época o citado acima + 10%.

Na época pegamos uma boa promoção para voar com a Turkish Airlines, umas das companhias aéreas mais bem avaliadas do mundo. Pagamos na passagem, ida e volta, R$1.865 saindo de Guarulhos, um preço na época uns 15% abaixo do tarifário normal.

Duração

Passamos entre 16 e 17 dias em solo europeu e neste intervalo visitamos 8 cidades. Com certeza incrementaríamos alguns dias para torná-la mais tranquila. Da maneira que foi, acabou sendo meio corrida em alguns momentos e o melhor exemplo disso foi o tempo em Istambul, onde tivemos apenas 36 horas e de brinde ainda ganhamos uma chuva para atrapalhar nossos planos na cidade.

Já para a Capadócia tivemos dois dias cheios por lá, tempo demais principalmente se você não fizer as trilhas mais extensas, que foi o nosso caso. Mas adiantamos nosso voo de Istambul para lá para ter duas chances de fazer o passeio de balão, e nossa tática foi certeira pois no segundo dia (que seria nosso único dia cheio por lá) o tempo não permitiu que os balões subissem.

Podemos considerar que nas cidades que mais acertamos com relação à duração foram Mykonos, Atenas, Split e Dubrovnik. Nas capitais Belgrado e Sarajevo, poderíamos ter estendido em um dia a estadia.

Idioma

Antes de sair do Brasil estávamos um pouco preocupados com relação à comunicação, sobretudo nos países da Antiga Iugoslávia (Sérvia, Bósnia e Croácia). Justamente nestes três locais que mais estávamos mais preocupados nos surpreendemos com um inglês local muito bom, até de atendentes do McDonald’s. E justamente no país onde achávamos que a língua seria o menor dos problemas tivemos as maiores dificuldades: a Turquia deixou a desejar nesse quesito.

Transporte

Na maioria das cidades que frequentamos era possível fazer tudo a pé, então nesse quesito não temos muito o que resumir. Em Atenas foi onde mais utilizamos o transporte público, e tudo está detalhado num post específico. Interessante ressaltar o respeito dos europeus principalmente com relação aos pedestres nas faixas de pedestre.

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Estação de metrô em Atenas

Dinheiro

Dos cinco países que visitamos, apenas a Grécia utilizava o Euro, e como as demais moedas não são encontradas com tanta facilidade aqui no Brasil, optamos por efetuar saque da conta corrente nos demais países, principalmente pelo fato de não perder duas vezes na conversão.

No entanto essa tática se mostrou não tão inteligente, pois ao contrário do que acontece aqui no Brasil, não há muita diferença entre a cotação da moeda comercial com a cotação da mesma moeda turismo, ou seja, valeria mais a pena termos levado euros e trocado em cada país do que sacar da conta nos caixas ATM, pois além da cotação pior ainda pagávamos 6,38% de IOF sobre cada saque.

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Uma nota de 100 dinars, a moeda da Sérvia

Compras

Com certeza o único país dos visitados onde realmente vale a pena comprar itens, sobretudo decoração e roupas, é a Turquia. No post de nossa estadia lá, contamos um pouco mais do paraíso que é o Grand Bazaar, onde com certeza gastamos a maior parte de nosso dinheiro reservado para compras e lembranças.

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Grand Bazaar, um paraíso de compras

Para se ter uma ideia de como eram caros os itens nos outros países, uma simples camisa do Real Madrid chegava a custar R$500 em Belgrado. Na Turquia, encontramos camisas do Fenerbahce por menos de R$70.

Alimentação

Assim como em praticamente toda a Europa, a carne bovina é raridade. Você vai encontrar com muito mais facilidade pratos com carne de porco e frango, e pelo fato de frequentarmos muitas cidades litorâneas, o peixe também estava presente na maioria dos cardápios.

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Uma de nossas jantas em Split

As grandes redes de fast-food estão presentes, principalmente nas capitais, e podem ser uma mão na roda. Contamos um pouco mais de nossas refeições no tópico de Gastos abaixo.

Hospedagem

Pela primeira vez experimentamos e aprovamos sem nenhuma ressalva o Airbnb. Utilizamos o site em Istambul, Belgrado, Sarajevo, Split, Dubrovnik e em Atenas. Conseguimos apartamentos muito bem localizados e ótimos preços e fomos muito bem recepcionados pelos anfitriões.

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A melhor hospedagem foi em Dubrovnik

Gastos

Com certeza os gastos de uma viagem aos países do Leste Europeu não chegam nem aos pés de uma viagem aos países mais tradicionais de viagens ao continente, como Itália, Alemanha e França, por exemplo. Se subirmos um pouco e viajarmos para os países nórdicos (Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia) ou então para os países do Reino Unido, essa disparidade fica ainda maior.

Nosso valor médio em diárias para 3 pessoas ficou em módicos R$143, o que por pessoa daria menos que R$50!! Nossa hospedagem mais cara foi na badalada ilha de Mykonos, onde pagamos cerca de R$210 por cada diária.

Com relação aos gastos com alimentação, assim como em qualquer lugar do mundo você pode gastar R$5 até R$1.000 numa refeição. Em diversas oportunidades comemos apenas um lanche, e nestas situações pagamos muito barato, como o lanche da foto abaixo que fizemos em Belgrado. Nas duas vezes que fomos em McDonald’s, gastamos R$15 num combo em Belgrado e R$20 em Istambul.

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O gigante Pljeskavica de Belgrado. Preço? Apenas R$9.

Algumas vezes também comemos em restaurantes, e obviamente o gasto foi maior. Mas nada se compara à badalada Mykonos, onde almoçamos dois pratos de macarrão acompanhados de duas cervejas a exorbitantes R$125, o que nos incentivou a uma prática muito utilizada por nós nessa viagem: comprar os ingredientes no supermercado e fazer a comida dentro de casa.

Mas também comemos em restaurantes por valores bem inferiores: em Neun, única cidade da Bósnia com praia, pagamos R$67 num almoço para dois com duas lasanhas e duas cocas. No final a média de dinheiro gasto numa refeição com bebidas para o casal ficou em R$55.

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Almoço em Neun, na Bósnia

E assim finalizamos todos os posts de nossa viagem à Europa em outubro e novembro do ano passado. Esperamos que tenham gostado dos posts e algum deles tenha de alguma forma lhe animado para fazer uma viagem para lá! Em breve iniciaremos mais uma pequena sequência de posts de um país onde estivemos em fevereiro nesse ano, durante o Carnaval. Aguardem!

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