Key West (EUA)

Um dos passeios mais interessantes de se fazer para quem está em Miami é ir até Key West, o ponto mais ao sul dos Estados Unidos e que está a uma distância inferior a 150 quilômetros de Cuba, até pouco tempo atrás um dos maiores rivais americanos. Algumas vezes inclusive alguns cubanos saem de seu país para virarem refugiados políticos a bordo de jangadas totalmente inseguras, numa viagem perigosa e que pode até causar a morte.

A distância por terra de Miami até Key West é de cerca de 270 quilômetros, e em condições normais a viagem leva pouco mais de 3 horas e meia. Há também a opção de você ir de avião, porém as passagens tem preços bastantes salgados (o melhor preço fica em torno de R$1.000 ida e volta), e só o tempo expendido nos aeroportos acaba chegando próximo ao tempo da viagem de carro. Um dos principais atrativos de fazer o trecho de carro são as paisagens no caminho, com destaque para a Seven Mile Bridge, que como o próprio nome diz, é uma ponte com 7 milhas de extensão (mais de 10 quilômetros).

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 Foto do Flying Drone Cameras

O trajeto de fato é espetacular, porém a mureta da rodovia acaba impedindo por muitas vezes uma visão melhor da água azul esverdeada do oceano. Em alguns pontos da rodovia há lugares para estacionar onde você poderá tirar fotos com mais calma: o principal fica logo após o término da Seven Mile Bridge.

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Como existe apenas uma rodovia que faz a ligação com Key West, não escapamos de alguns pequenos congestionamentos, principalmente próximo à região de Islamorada, onde perdemos praticamente uma hora num trajeto de pouco mais de 20 quilômetros, contribuindo bastante para nossa viagem de ida durar praticamente cinco horas. Uma outra opção para quem tem mais tempo é fazer a viagem num dia e ficar uma noite hospedado por lá, porém se prepare para gastar uma boa quantia pois a diária de um hostel para o casal já ultrapassa os R$400.

Chegando a Key West, você terá uma infinidade de opções de lugares para visitar e passeios para fazer, porém assim como acontece com a hospedagem, há também um belo acréscimo no valor de tudo. Como um exemplo prático e claro podemos citar o passeio para a ilha que contém o Dry Tortugas National Park, um pequeno parque nacional que é todo cercado por uma antiga fortaleza. O passeio que inclui transporte de barco até o local, além de café da manhã e almoço e snorkeling, sai por meros US$175. Num passeio bem parecido (porém bem mais longo) que fizemos em Curaçao, a ida até Klein Curaçao, saiu por menos de US$100 por pessoa.

Uma boa opção para conhecer bem a ilha é contratar o passeio dos bondinhos, que fazem uma espécie de city tour por lá e custam cerca de US$20 por pessoa. Como estávamos com o carro alugado, optamos por nós mesmos passear por lá. A maioria das casas de lá são de madeira, o que acaba dando um charme especial. Na maioria das ruas você poderá parar sem pagar nada por isso, porém nas ruas mais próximas à Duval Street, a principal de lá, você pagará geralmente US$2 pela hora estacionada.

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A ilha também é famosa por ter abrigado alguns americanos famosos, sobretudo em seus dias de folga, como o ex-presidente Harry Truman e o escritor Ernest Hemingway. Ambas as casas são abertas a visitação (obviamente nada é gratuito, a entrada para a casa do escritor, por exemplo, custa US$13).

Um dos pontos mais famosos e democráticos de lá é o conhecido Southernmost Point, que nada mais é do que um monumento indicando que ali é o ponto mais ao sul dos EUA, e logicamente mais próximo de Cuba. Há uma fila organizada pelos próprios turistas, e geralmente quem está atrás de você na fila acaba se oferecendo para registrar o momento.

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Com relação à gastronomia, há duas atrações por lá: o one pound cookie, que nada mais é do que um super cookie com gotas de chocolate de quase meio quilo (ou one pound), e a lime pie, um cheesecake de limãoSomente experimentamos o segundo, e sinceramente é muito mais propaganda do que qualquer outra coisa (se assemelha a qualquer torta aqui do Brasil), principalmente pelo preço: US$5,30 por um pequeno pedaço.

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One pound cookie

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Fachada de uma “padaria” e a famosa torta

Atração garantida mesmo é o show do pôr-do-sol, que acontece diariamente na Praça Mallory. Numa espécie de veneração ao sol, diversas apresentações ocorrem ao ar livre, deste palhaços até personagens andando em pernas de pau, o que acaba criando uma atmosfera única e difícil de ser observada em qualquer outro ponto deste planeta.

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Como a praça estava lotada, decidimos ir até a Higgs Beach, ponto menos badalado e onde também é possível observar o belíssimo pôr do sol. Já havíamos passado por lá durante a tarde, e como vocês poderão notar nas fotos abaixo presenciar o sol se por na praia foi com certeza uma experiência magnífica:

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Como já passavam das 18h, pegamos o carro para voltar a Miami, mas assim como na ida tivemos problemas de engarrafamento, chegando a ficar mais de 30 minutos literalmente parados na estrada, tornando novamente a viagem em intermináveis cinco horas.

Apesar de ter ficado mais de dez horas na estrada, recomendamos o passeio no estilo bate-volta para quem tem pouco tempo por lá, porém com certeza a melhor opção é ficar pelo menos uma noite na ilha, levando em consideração é claro se o seu orçamento permitir essa escolha.

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