Quanto custa uma viagem a Europa? Saiba quanto saiu a nossa (em detalhes)!

Olá pessoal,

O post de hoje busca dar uma ideia em como orçar seus gastos numa viagem para a Europa (apesar de que muitas das dicas aqui dadas acabam valendo para qualquer destino), dando como exemplo as despesas que tivemos em nossa viagem de outubro/novembro do ano passado para a Grécia, Turquia, Croácia, Bósnia, Sérvia e Montenegro. Um detalhe importante é que na época de nossa viagem pegamos uma cotação média de 1 euro = R$4,75.

Costumamos dividir nossas despesas nas categorias abaixo, que serão detalhadas individualmente ainda neste post:

  • Transporte
  • Hospedagem
  • Alimentação
  • Passeios
  • Compras e Presentes

As três primeiras certamente representam o maior gasto de sua viagem, até porque são itens obrigatórios de qualquer viagem, ou seja, você vai ter que desembolsar uma grana para ir até o local, e quando estiver lá, para pagar um lugar para dormir e se alimentar. As duas últimas categorias podem ser consideradas como superfluas, mas lembre-se que dependendo para onde você for alguns passeios pagos são praticamente ‘obrigatórios’.

PARA ONDE VOCÊ QUER IR?

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Essa pergunta é muito importante, pois dependendo de quais países você pretende visitar, as despesas podem subir consideravelmente. Por exemplo, saiba que visitar os países nórdicos (Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega) e do Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales) irá gerar um belo acréscimo a sua conta final.

Países tradicionais como França, Itália, Alemanha, Holanda, Grécia ou Portugal podem ser classificados como países de “custo médio” dentro da Europa. Para bolsos mais apertados, a dica é ir para o Leste Europeu, onde mesmo com o desvalorizado real em mãos, você poderá gastar menos e conhecer países igualmente fantásticos.

TRANSPORTE: A PASSAGEM AÉREA BRASIL-EUROPA

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Por serem países muito mais visitados por brasileiros, é muito mais comum encontrar passagens aéreas em promoção para Portugal, Espanha, Alemanha e Itália, por exemplo, do que para a Sérvia, Eslovênia ou até mesmo para a Turquia. Portanto muitas vezes mesmo tendo como destino o Leste Europeu, coloque na ponta do lápis se a diferença de preço da passagem compensa, pois supondo que a diferença de uma passagem seja R$1.000,00, em duas pessoas já serão 2 mil reais.

No caso da nossa viagem, pegamos um ótima promoção da Turkish Airlines para ir até Atenas, na Grécia, onde pagamos R$1.865,34 na passagem de ida e volta partindo do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Para se ter uma ideia, as promoções que aparecem para os países mais tradicionais geralmente giram em torno de R$1.600 a R$1.700, ou seja, a diferença de preço praticamente inexistia.

TRANSPORTE: DESLOCAMENTOS INTERNOS

Muitas pessoas se empolgam ao comprarem a passagem daqui do Brasil para a Europa e acabam extrapolando seus planejamentos, incluindo diversos países em seus roteiros e esquecendo os gastos com deslocamentos internos. Outro detalhe importante é que provavelmente você terá que embarcar no voo da volta no mesmo lugar.

Uma ótima dica nestes casos é verificar se a companhia aérea não oferece a opção de Multi-Destinos, onde você pode optar por embarcar na volta de uma outra cidade. Esta possibilidade muitas vezes é uma mão na roda, pois você pode pousar em Portugal e programar sua viagem para acabar na Itália, por exemplo, não necessitando voltar até o ponto de partida para voltar ao Brasil.

Com relação aos deslocamentos internos, é importante você verificar antes de reservar qualquer hotel, quais são as opções para ir de um lugar para o outro, pois nem sempre será tão fácil (e barato), principalmente em se tratando do Leste Europeu.

Um ótimo exemplo disso aconteceu em nossa viagem. Teríamos que estar na volta em Atenas, e a nossa última cidade do roteiro antes disso seria Dubrovnik, na Croácia. Como a temporada de verão já havia acabado, os voos entre os dois países ficam escassos, fazendo com que o preço da passagem somente de ida chegasse a ficar próximo do valor que pagamos para a ida e volta Brasil/Europa.

TRANSPORTE: TRANSFERS/SHUTTLES E DESLOCAMENTOS NA PRÓPRIA CIDADE

Outro item deixado de lado em muitos planejamentos são os gastos com transfersshuttles, sobretudo dos aeroportos para os hotéis e vice-versa, o que também pode ocasionar um belo de um rombo no seu bolso, pois dependendo da cidade o aeroporto fica longe das regiões hoteleiras e caso você não se prepare previamente vai acabar pegando um táxi mesmo e pagando uma fortuna por isso.

Vale lembrar que muitas cidades européias oferecem transportes públicos muito eficientes que partem dos aeroportos para as regiões centrais, sendo uma excelente opção de economia nestes casos. Na Grécia, por exemplo, economizamos quase €20 só neste trajeto entre o aeroporto e o hotel.

Com relação aos deslocamentos na própria cidade, a mesma dica anterior deve ser seguida: opte sempre pelo transporte público, que sem dúvida será a opção mais barata e quase sempre te deixa na “cara do gol” dos principais pontos turísticos a serem visitados.

HOSPEDAGEM

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Este item é até um pouco polêmico, pois muitas vezes a pessoa viaja para fora e quer “ostentar” em todos os sentidos. Em nosso estilo de viagem, optamos sempre por um hotel bem localizado, com boa limpeza e que esteja bem classificado nos sites de reserva. Além, é claro, com diárias que sejam justas.

Para se ter uma idéia a diária mais cara que pagamos nessa viagem foi em Mykonos, na Grécia: R$200 para três pessoas. A mais barata foi em Sarajevo, na Bósnia, que saiu por R$115 para três pessoas. Relembrando que na época o preço do Euro Turismo estava batendo quase os R$5, ou seja, hoje em dia as diárias sairiam pelo menos uns 20% mais baratas.

Como numa viagem para a Europa você passará praticamente o dia todo passeando, não vemos motivo para pagar caro por um hotel que oferece inúmeras facilidades que você acabará não utilizando.

ALIMENTAÇÃO

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Pedaço de lasanha em Belgrado: R$13

Outro item que pode variar absurdamente numa viagem para fora é a alimentação. O site Numbeo auxilia bastante na programação de seus gastos neste quesito. Baseado em colaborações anônimas, ele te dá o preço médio de refeições em restaurantes e até mesmo o preço de itens mais básicos no supermercado.

belgradeNa seção Restaurants, conforme print acima, ele te dá três possibilidade de refeição, além do custo de algumas bebidas num restaurante da cidade. Abaixo uma breve descrição de cada uma das opções com o preço convertido para o real utilizando a cotação do Euro Turismo de hoje (R$3,80).

  1. Meal, Inexpensive Restaurant: podemos dizer que esta opção seria o Prato Feito aqui do Brasil, ou seja, uma refeição completa (individual), porém o mais simples possível. Preço: R$20.
  2. Meal for 2 People, Mid-range Restaurant, Three-course: como o próprio nome já diz, essa é a famosa refeição que inclui um prato de entrada, o prato principal e uma sobremesa. Esta refeição vale para duas pessoas. Preço: R$86 (ou R$43 para uma pessoa).
  3. McMeal at McDonalds (or Equivalent Combo Meal): por fim o mundialmente famoso lanche do McDonald’s (geralmente um Big Mac acompanhado de fritas e bebida). Preço: R$15,40.

marketJá na seção Supermarket, ele te dá os preços de alguns itens básicos no supermercado local. Como em alguns locais optamos por alugar apartamentos do Airbnb onde o café da manhã não estava incluso, acabávamos comprando estes itens no mercado. Muitas vezes também optamos por fazer a janta em casa, visto que durante a noite geralmente estávamos exaustos após caminhar o dia todo.

Como já comentado no início desse tópico, a variação nos gastos pode ser gigantesca. Levando em consideração por exemplo três dias para um casal em Belgrado, optando pelo restaurante com prato de entrada, principal e sobremesa, sem considerar bebidas, já daria um gasto superior a R$500 para apenas seis refeições. Intercalando compras no supermercado e refeições mais simples, este valor poderia cair facilmente para menos de R$200, uma diferença de 60%.

PASSEIOS

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No quesito passeios, podemos distingui-los de forma bem simples: os passeios gratuitos e os passeios pagos. Os passeios “grátis” são aqueles em que você irá simplesmente caminhar pelas cidades, passando por monumentos históricos, parques e pontos turísticos, sem precisar desembolsar um tostão para isso.

Já os pagos passam por museus e excursões que envolvem agências terceiras, por exemplo. Vale sempre pesquisar e ler bastante sobre estes passeios, pois muitas vezes é cobrado um valor um pouco salgado e a experiência nem acaba sendo tão empolgante.

Mas vale lembrar que algumas cidades tem alguns passeios que devem “obrigatoriamente” fazer parte dos planos de sua viagem. Não faz sentido você programar uma viagem até Dubrovnik, por exemplo, e não pagar para caminhar sobre a histórica muralha de lá. Ou ir até a Capadócia e não fazer o famoso passeio de balão.

Tenha em mente quando for adicionar uma cidade no seu roteiro, para já programar os gastos com os passeios pagos, pois caso pese no seu orçamento, a alternativa é optar por cidades onde você visita tudo o que há de mais importante e bonito sem gastar muito.

COMPRAS E PRESENTES

Por fim, um item que entra muito mais como uma “despesa extra” do que uma “despesa fixa” da viagem. Muita gente viaja para fora e quase não traz presentes para os familiares, já outras pessoas se empolgam além da conta e trazem lembranças até para aquele primo distante que quase não tem contato com você.

Temos por prática comum sempre trazer pelo menos uma lembrancinha mais “robusta” de cada cidade, e não simplesmente um ímã de geladeira. Deem uma olhada na nossa estante que temos lá em casa com alguma dessas lembranças:

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Além disso, muitas vezes dependendo do país para onde você está indo, fazer algumas comprinhas (principalmente roupas) pode acabar sendo uma ótima opção. Foi o que aconteceu conosco na Turquia, onde gastamos uma boa quantia de dinheiro no Grand Bazaar, onde os preços são de fato excelentes e os produtos únicos.

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OS GASTOS DE NOSSA VIAGEM (considerando os gastos para um casal)

Passagem aérea ida e volta Brasil (Guarulhos) – Europa (Atenas): R$3.730,64

Passagem aérea ida e volta Curitiba – Guarulhos: R$455,00

Deslocamentos Internos: R$3.321,44. Detalhado por trecho:

  • Atenas para Mykonos: R$288,00
  • Mykonos para Istambul: R$836,44
  • Istambul para Capadócia: R$224,00
  • Capadócia para Belgrado: R$384,00
  • Belgrado para Sarajevo: R$190,00
  • Sarajevo para Dubrovnik: R$255,00
  • Dubrovnik para Atenas: R$1.144,00

Transfers: R$830,90

Aluguel de carro: R$607,50

  • 5 dias na Croácia: R$450,00
  • 1 dia em Mykonos: R$157,50

Gasolina: R$438,41

  • Mykonos: R$72,00
  • Croácia: R$366,41

Hospedagem: R$1.938,25

  • Atenas (ida) – 2 diárias: R$188,66
  • Mykonos – 2 diárias: R$270,00
  • Istambul – 2 diárias: R$166,66
  • Capadócia – 3 diárias: R$277,00
  • Belgrado – 2 diárias: R$164,00
  • Sarajevo – 2 diárias: R$152,65
  • Split – 2 diárias: R$174,00
  • Dubrovnik – 3 diárias: R$299,30
  • Atenas (volta) – 1 diária: R$118,66
  • Guarulhos – 1 diária: R$127,23

Alimentação: R$1980,40

  • Guarulhos (2 refeições): R$114,39 (R$57,20 por refeição)
  • Atenas (2 refeições): R$86,33 (R$43,16 por refeição)
  • Mykonos (4 refeições): R$286,00 (R$71,50 por refeição). Nosso único almoço fora custou R$125,00.
  • Istambul (3 refeições): R$200,19 (R$66,73 por refeição)
  • Capadócia (4 refeições): R$299,55 (R$74,88 por refeição). Almoço típico saiu por R$115,00.
  • Belgrado (4 refeições): R$199,99 (R$50,00 por refeição)
  • Sarajevo (2 refeições): R$76,25 (R$38,12 por refeição)
  • Split (5 refeições): R$345,59 (R$69,11 por refeição)
  • Dubrovnik (5 refeições): R$271,39 (R$54,27 por refeição)
  • Atenas (2 refeições): R$100,72 (R$50,36 por refeição)

Na média, o valor aproximado por refeição ficou em R$60,00 para o casal. Vale lembrar que estão inclusos nestes gastos por cidade todo o valor gasto em compras no supermercado e eventuais “aperitivos” e bebidas adquiridas fora das refeições.

Passeios: R$2.067,50 (detalhe: só o passeio de balão pela Capadócia saiu R$1.215,00)

Compras e Presentes: R$2.379,48

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O valor final ficou em R$17.749,52 e a viagem totalizou 18 noites longe do Brasil.

Esperamos ter auxiliado quem pretende fazer uma viagem para lá (ou para qualquer outro lugar) e não tivesse nem ideia dos gastos envolvidos num “empreendimento” destes. Nos próximos posts detalharemos um pouco mais nossas viagens a Bali (Indonésia) e Curaçao, no Caribe.

Lembrando que estes são os gastos para o nosso estilo de viagem, que visa aproveitar ao máximo os lugares visitados, deixando em segundo plano experiências gastronômicas ou hotéis cinco estrelas.

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