Pucón (Chile) – 4 dias de muita chuva e vento

Olá pessoal,

Hoje falaremos da terceira cidade que ficamos no Chile. Cercada pela lago e também pelo vulcão Villarica, Pucón fica a 780 quilômetros ao sul da capital Santiago e tem como principais atrativos atividades externas e principalmente ligadas a natureza, tais como esqui aquático, trilhas, snowboard, rafting e é claro a escalada ao Vulcão Villarica.

Por estar localizada na Região dos Lagos, talvez a região mais úmida do país, a cidade sofre com as chuvas. E foi exatamente o que aconteceu conosco: ficamos praticamente quatro dias por lá, e apenas no primeiro não pegamos chuva, o que atrapalhou bastante os planos que tínhamos por lá. E olha que a época de chuva é de março até agosto!

Saímos de Puerto Montt, distante pouco mais de 350 quilômetros de Pucón, por volta das 08h30. O trajeto é muito tranquilo e quase 100% em pista duplicada. Inclusive no caminho fomos parados por um policial, que foi extremamente gentil ao pedir os documentos, fez alguns questionamentos para onde estávamos indo e logo nos liberou.

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Chegamos em Pucón próximo das 13h, pegamos um lanche no Subway e então fomos até nossas cabanas, que ficavam um pouco distante da região central (cerca de 12 quilômetros). Como a previsão apontava muita chuva pelos próximos dias, só deixamos nossas bagagens na pousada e já saímos para fazer uns passeios próximos dali. A primeira parada foi no Parque Ojos de Caburgua, distante cerca de 15 quilômetros do centro de Pucón. A entrada custa 1.500 pesos por pessoa (cerca de R$8 para a cotação na época).

O passeio é rápido e pode ser feito tranquilamente em cerca de trinta minutos. Ele consiste de pequenas quedas d’água e uma lagoa chamada de Laguna Azul, que fica nessa cor principalmente quando o sol incide em cima da água, o que não foi o nosso caso (pois já era meio da tarde). O acesso a cachoeira e à lagoa é um pouco complicado, mas o trajeto é curto, o que acaba não causando grandes dificuldades. Há banheiros e uma pequena lojinha de souvenirs ao lado do estacionamento.

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Subindo mais oito quilômetros rumo ao norte, chegamos ao Lago Caburgua, que recebe muitos turistas sobretudo no verão, quando eles visitam suas duas praias (sim, aqui no Chile eles chamam de praias as áreas próximas a lagos). A Playa Branca tem o acesso um pouco mais difícil, onde é necessário pegar uma boa trilha de uns 5/10 minutos para se chegar até ao lago (na ida tudo bem pois é descida, o que complica é a volta).

Além disso notamos que em época de temporada é necessário desembolsar alguma quantia pelo estacionamento, pois quase não há espaço na estreita rua que existe por ali e há alguns terrenos que funcionam como estacionamento. Como não havia quase ninguém por lá, conseguimos achar um espaço na rua mesmo e fomos andando pela trilha.

A beleza do lugar é indescritível, sobretudo na época em que fomos (outubro), com o contraste do lago ensolarado e a montanha lá atrás com muita neve em seu topo. A água cristalina e a grande faixa de areia colaboram ainda mais para embelezar o local.

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Menos de três quilômetros dali fica a Playa Negra, que tem este nome pelo fato da areia de lá ser preta, e não branca como a da Playa Branca. Por uma infelicidade do cartão de memória ter dado erro justamente neste dia, acabamos ficando sem fotos de lá, as fotos abaixo são do Google. Aparentemente lá há mais infra-estrutura, inclusive com várias cabanas vendendo souvenirs e produtos locais.

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Finalizamos nosso primeiro dia de passeios em Pucón no Parque Marinán, que nada mais é do que um pequeno parque com um rio e algumas quedas d’água pequenas, mas com bastante correnteza. Também não ficamos mais do que trinta minutos por lá, e a entrada custava 1.500 pesos chilenos (cerca de R$8).

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Ainda deu tempo de dar uma passada no centro da cidade, onde a rua principal é basicamente constituída de lojas e restaurantes, um atrás do outro. A cidade lembra bastante a gaúcha Gramado. Paramos para comer as famosas empanadas, porém no lugar que fomos elas eram bem semelhantes a um pastel, e não assadas como as tradicionais.

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Bem no final desta avenida principal fica o Mirador La Poza, uma pequena área com alguns bancos onde o pessoal senta e aprecia o belíssimo pôr do sol no lago Villarica:

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Iniciamos nosso segundo dia em Pucón com muita chuva e vento, ficando nos nossos chalés até próximo das 11 horas. Saímos então para dar uma volta em um dos mercados da cidade e o tempo deu uma colaborada rápida, o que permitiu que visitássemos a principal e mais próxima “praia” de Pucón, a Playa Grande, e a bonita Plaza de las Armas, com uma imponente bandeira chilena:

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Após isto almoçamos no Restaurante Bovinos, apreciando a famosa Parrillada (no cardápio deles constava como Parrillada especial), que era um composto de bem servidos pedaços de contra filé, costela de porco, costela de boi e um pedaço de chorizo. O prato tinha um preço salgado (28.700 pesos, algo em torno de R$140), mas era muito saboroso e com os acompanhamentos serviu bem nós três.

 

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Após o almoço decidimos ir até a cidade visita de Villarica, mas já no caminho a chuva voltou persistente e lá não saímos do carro, apenas margeamos o lago e num dado momento o vento estava tão forte que uma placa de político quase voou para cima do nosso carro.

Logo voltamos para Pucón e no caminho de volta decidimos entrar gratuitamente no Parque Villarica. Depois de andarmos cerca de 12 quilômetros, sete deles no asfalto e cinco numa estrada de chão, começamos a notar pequenos “montes brancos” ao lado da estrada, num primeiro momento não caiu a ficha, mas depois percebemos que era neve.

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Nunca tínhamos visto neve em nossas viagens, e já nos sentimos realizado só pelo fato de vê-la no chão. Até que chegamos a um pequeno vilarejo, onde havia muita neve, e não poderíamos prosseguir sem as correntes (as famosas cadenas). Saímos do carro e começamos a brincar na neve e tirar muitas fotos, quando de repente para nossa surpresa, começou a nevar! Uma sensação indescritível nos assolou, voltamos a ser crianças e abrimos o sorriso nas nossas caras! Cansados de tanta chuva, ela nos deu essa recompensa fantástica a inesquecível!!

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Depois dessa experiência única, passamos no mercado, compramos os ingredientes para o cachorro quente da janta e voltamos para comer no nosso chalé.

No terceiro dia em Pucón tínhamos a intenção de ir para a Reserva de Huilo Huilo, distante cerca de 120 quilômetros do centro de Pucón, mas como estava chovendo e ventando novamente, optamos por ir a Temuco, cidade que ficava a 110 quilômetros, porém tinha locais mais fechados para passear.

Ficamos um bom tempo no Shopping Portal Temuco, almoçamos por lá e tentamos ir em dois pontos turísticos da cidade, porém em ambos não tivemos sucesso. Tentamos primeiramente procurar a Catedral da cidade, mas o GPS nos mandou para a Rua Catedral. Por último, tentamos ir ao Cerro Ñielol, porém logo na entrada um guardinha nos barrou, não nos permitindo subir até o Cerro.

Na volta para Pucón, tiramos algumas fotos no Lago Villarica apenas para registrar a nossa passagem por lá, visto que o tempo estava muito nublado.

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Nosso quarto e último dia completo em Pucón começou emocionante: encontramos cinco aranhas nos nossos chalés (a história completa virá no post sobre a hospedagem), acabamos cancelando a última diária, começamos a procurar outro hotel/pousada para a última noite, reservamos outra cabana localizada mais na área central. Chegando lá perguntamos se poderíamos encontrar aranhas por lá também e a resposta foi de que há aranhas em qualquer lugar da cidade, ainda mais com tantos dias seguidos de chuva. Cancelamos esta nova reserva e acabamos no famoso Hotel Enjoy Pucón, onde também está o cassino da cidade.

Falaremos mais especificamente do hotel em outro post. Como estava chovendo mais uma vez, aproveitamos o dia para mandar algumas roupas do Bernardo na lavanderia, e já no final da tarde aproveitamos que estava chovendo mais fraco para comprar souvenirs e lembrancinhas no centro da cidade. Para fechar nossa estadia por lá, o Fábio e o Rodrigo terminaram a noite no cassino do hotel.

No dia seguinte acordamos, tomamos café no hotel e arrumamos as malas para nosso destino seguinte: a cidade de Valdivia.

Apesar de toda a chuva e vento que pegamos na cidade, gostamos bastante da cidade de Pucón, mas certamente aproveitaríamos muito mais com tempo bom. Já havíamos lido alguns posts de outros blogs comentando a respeito da quantidade de chuva na região, até por conta disso aproveitamos o primeiro dia para fazer diversos passeios que poderiam ser mais espaçados durante os dias. O ponto alto com certeza foi avistarmos neve pela primeira vez em nossas vidas.

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