Joanesburgo (África do Sul) – A maior cidade do país e um choque de realidade

Olá pessoal,

Dando de fato início ao relato detalhado das 11 cidades africanas que visitamos em nossa viagem para lá em setembro/outubro de 2019, começaremos falando da cidade onde chegamos e de onde saímos na volta para o Brasil: Joanesburgo, simplesmente a maior cidade africana em população (quase 1 milhão de habitantes), e que certamente dá um “baque” em quem não está acostumado com a pobreza de grandes cidades, sobretudo de países de terceiro mundo.

No nosso caso, já tomamos o choque de realidade na primeira tarde em terras africanas. Como nosso voo aterrissou após o horário de almoço, deixamos nossas bagagens no hotel, demos uma breve descansada e resolvemos sair para esticar um pouco as pernas. Pegamos um Uber (pegaríamos o carro alugado somente no dia seguinte) até uma casa de câmbio, trocamos alguns dólares pela moeda local, e resolvemos andar um pouco pela região que estávamos.

Não foram um nem duas pessoas que nos abordaram. Foram dezenas, num período de 2 a 3 horas, pedindo por dinheiro ou simplesmente um prato de comida. Até mesmo dentro de um supermercado fomos abordados por um homem de cara sofrida pedindo esmola para comprar comida para os filhos. Cenas muito tristes que contrastam com o que viríamos em praticamente toda a viagem, pois em pontos turísticos, costuma-se esconder esse tipo de realidade.

Nossos passeios nesse turno em Joanesburgo se resumiram a isso: troca de dinheiro, ida a um supermercado, janta num KFC e retorno para nossa hospedagem a pé, isso tudo num sol escaldante de mais de 35 graus Celsius. No dia seguinte pegamos o carro alugado e seguimos para Bloemfontein, não parando em nenhum ponto turístico da cidade.

No antepenúltimo dia antes do retorno ao Brasil, retornamos a Joanesburgo, dedicando todo o sábado para passeios pela cidade. Vamos listá-los um por um de acordo com a cronologia do dia.

TEATRO SOWETO

A nossa primeira parada foi apenas para tirar fotos da bonita arquitetura do Teatro Soweto. Para entrar lá você passa um estacionamento, que num primeiro momento parecia que seria pago, mas apenas falamos com o rapaz da guarita e ele liberou a entrada gratuitamente (era um sábado de manhã e haveria um evento com diversos shows a tarde). Demos uma rápida volta no entorno do Teatro (que é todo cercado) e seguimos viagem.

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 NELSON MANDELA’S HOUSE

Outro ponto turístico obrigatório em Joanesburgo é a casa onde viveu Nelson Mandela. Vale ficar atento ao horário de funcionamento do local, que é bem curto (das 09h as 16h45). A entrada custa 60 rands africanos (cerca de R$18 na cotação de hoje).

A casa é relativamente pequena, e caso você queira, é possível solicitar um tour guiado em algumas línguas. Em cada cômodo da casa há inúmeras fotos e histórias da vida de Mandela, e no quarto ainda há a cama original e outros itens que pertenceram a Mandela.

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No entorno da casa há algumas opções de restaurante, além de alguns artesanatos. Mas o que chama a atenção mesmo são as inúmeras apresentações de dança e música que ocorrem no meio da rua, sobretudo quando há uma boa aglomeração de turistas. Após a apresentação os integrantes do grupo passam pedindo alguma contribuição espontânea dos espectadores.

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HECTOR PIETERSON SQUARE

A apenas 500 metros da casa de Mandela, fica uma bonita praça que faz uma homenagem a Hector Pieterson. Mas afinal quem foi Hector Pieterson? Em 16 de junho de 1976, ocorreu uma manifestação pacífica de 20 mil estudantes contra o Apartheid e contra uma medida do governo que tirava o inglês das escolas secundárias dos negros. Porém policiais resolveram intervir e lançaram bombas de gás lacrimogênio, além de disparar deliberadamente contra a massa. Os números oficiais falam em 95 mortos, porém há relatos de que o número pode ter chegado perto a 700.

E um dos mortos era justamente o estudante Hector Pieterson, de apenas 12 anos. O registro fotográfico feito na época mostrou toda a crueldade do ataque, com o menino todo ensanguentado sendo carregado nos braços.

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SOWETO TOWERS

Também localizadas no bairro de Soweto (que possui mais de 2 milhões de habitantes), as Soweto Towers tem como principal atrativo o bungee jumping que é feito entre as duas torres. Como estávamos meio sem tempo e fizemos o bungee jumping da Bloukrans Bridge, optamos por tirar algumas fotos e seguir viagem.

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MUSEU DO APARTHEID

Certamente o ponto turístico mais visitado de Joanesburgo, o Museu do Apartheid fica praticamente ao lado de outro local bastante frequentado por turistas e locais: o parque de diversões Gold Reef City. A entrada do museu custa 100 rands (algo em torno de R$35) e ele fica aberto todos os dias das 09h às 17h (salvo exceções como feriados).

Inaugurado em 2001, a foto mais famosa do museu certamente é a da entrada, onde há duas entradas distintas: uma para as pessoas brancas e outra para as pessoas “não-brancas”, retratando fielmente como era a África do Sul na época do Apartheid.

O museu é enorme e facilmente você pode ficar por lá por mais de 3 horas se for parar para ler e assistir todos os vídeos disponíveis. Para nossa sorte o Bernardo estava dormindo, mas mesmo assim, ficamos cerca de apenas 90 minutos lá dentro e achamos que foi tempo suficiente para entender um pouco mais toda a história do Apartheid.

Perto da saída há uma lanchonete que serve porções, lanches e bebidas a preços praticáveis, além de uma pequena loja de souvenirs.

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MESQUITA

No caminho entre nossos passeios, nos deparamos também duas vezes com uma bonita mesquita.

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PARQUE

Finalizando nosso único dia completo em Joanesburgo, resolvemos ir até um grande parque localizado próximo ao nosso hotel. Não anotamos o nome no dia e procuramos aqui no Google e não conseguimos encontrar também. Que fase! Mas colocamos as fotos pois achamos interessante que haviam quase meia dúzia de quadras de tênis e aparentemente aulas de tênis para pessoas mais carentes.

Além disso havia inúmeros brinquedos para as crianças e vimos muitas famílias fazendo churrasco e tomando cerveja, e até uma festa de aniversário com balões e tudo que tem direito.

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Apesar de toda a realidade nua e crua que vimos no nosso primeiro dia em Joanesburgo, a nossa despedida da cidade foi muito bem aproveitada, pois conseguimos visitar os principais pontos turísticos da cidade e conhecer um pouco mais sobre a história do país.

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