Safari na África do Sul – Pilanesberg National Park

Olá pessoal,

Hoje é dia de falar da mais inesquecível experiência de nossa viagem a África do Sul: o safari. Ou melhor, os safaris. Afinal foram três. Nós havíamos programado inicialmente apenas dois, mas gostamos tanto que no dia de fazer o check-out do hotel, acordamos cedinho para fazer mais um (neste somente eu, Fábio, e o Rodrigo, irmão da Aline).

Nossa opção inicial seria pelo Kruger National Park, porém o baixo, porém existente risco de contrair malária, acabou nos fazendo mudar de idéia e optar pelo Pilanesberg National Park, que fica a 3 horas e meia de Joanesburgo e é malaria-free, ou seja, risco 0 de contrair a doença.

Há inúmeros parques onde você pode fazer safari na África do Sul, alguns “públicos” como o Pilanesberg e outros privados, onde quase sempre a dimensão será menor e a probabilidade de você se encontrar com os Big Five, os cinco animais mais difíceis de serem caçados pelo homem, será maior. Apenas relembrando quais são estes cinco animais: elefante, rinoceronte, leão, leopardo e búfalo.

Melhor horário e custo de um safari

Os melhores horários para fazer um safari são basicamente dois: logo de manhã cedo quando os parques abrem, pois geralmente os animais sairão a procura de comida e estarão mais dispostos, ou então no final da tarde, quando a temperatura já estará mais amena. Fique atento ao horário de abertura dos portões, que pode variar de acordo com a época do ano (maiores detalhes no site oficial do parque).

Com relação ao custo, comparando com outros passeios que fizemos na África do Sul, o preço de um safari é baixo. A entrada no Pilanesberg é cobrada por pessoa (110 rands (cerca de R$35), crianças de 6 a 12 anos pagam apenas 30 rands (R$10), e abaixo disso tem gratuidade), além de 40 rands do carro (R$13). Caso você necessite de um mapa (recomendamos fortemente), você paga um adicional de uns 50 rands, se não estamos enganados.

Nesse mapa que você compra, vem uma espécie de guia do parque, falando até a quantidade de animais existente no parque. Ah, e o que é muito praticado por lá também é a fotografia, sobretudo de pássaros, e o guia traz duas páginas completas falando somente dos pássaros que podem ser encontrados no parque para que a pessoa vá “checkando” o que já viu.

O mapa do Pilanesberg National Park

As legendas do mapa

  • Lodges / Resorts: hospedagens que ficam dentro do parque
  • Pilanesberg Center: uma área central que tem até restaurante. Porém estava fechada quando fomos.
  • Hide: uma espécie de cabana cercada (com exceção da entrada para os carros), porém sem qualquer mesa ou local para sentar.
  • Lookout Point: uma casinha com uma pequena abertura em todo seu entorno, usada principalmente para observação de pássaros.
  • Toilets: locais que possuem banheiros. Usamos e eram razoavelmente limpos.
  • Waterhole: não tem nenhum no mapa, não sei porque tem nas legendas.
  • Picnic Spot / Braai Area: local para piquenique ou até mesmo um churrasco (Braai para os sul africanos)
  • Dam: pequenos lagos onde é sempre mais fácil encontrar animais, pois geralmente eles vão se hidratar lá.
  • Tarred Road: estradas asfaltadas.
  • Dirt Road: estradas de chão.

Como se locomover

Você pode fazer o safari de duas formas: com seu próprio carro ou então naqueles caminhões que são dirigidos pelos rangers, especialistas em encontrar animais.

A grande restrição de fazer o safari com os caminhões é a idade mínima, que geralmente é de 6 anos, o que inviabiliza o passeio para famílias com criança pequena, que era o nosso caso. A explicação é lógica: crianças com menos de 6 anos tendem a ficarem impacientes durante o passeio, podendo chorar em momentos onde o silêncio se faz imprescindível.

Como vocês puderam ver no mapa acima, há apenas três estradas asfaltadas dentro do parque, todas as demais são de chão. Isso não impede que você faça o safari com um carro básico, o máximo que vai acontecer é que uma estrada ou outra pode ter uma subida mais íngreme e você não conseguirá subir, porém 90% das estradas são perfeitamente “navegáveis” com qualquer carro.

Recomendações básicas

Apesar de muita coisa parecer óbvia, é sempre bom falar um pouco mais das recomendações básicas de um safari, sobretudo se você for com seu próprio carro.

  • Procure fazer o safari sempre com a JANELA FECHADA, pois você está numa área com animais selvagens (lembra da morte de uma diretora de Game of Thrones? Saiba mais aqui). É claro que em determinados momentos você terá uma visão ampla de onde está, e sabendo que não tem animais perto, poderá abrir a janela para fotos melhores.
  • Apesar de ser uma recomendação meio óbvia, NUNCA saia do carro no meio da estrada. Alguns turistas gostam de arriscar e descer do carro para tirar uma foto mais “instragramável”. Procure pelos pontos seguros no mapa para dar uma esticada nas pernas.
  • RESPEITE os horários de fechamento de portões do parque. Caso esteja numa estrada muito longe de um dos portões, sempre se atente ao horário e se programe para chegar próximo ao portão antes que o mesmo feche.
  • Aproveite as DICAS de outros turistas, que muitas vezes acabaram de passar por um animal e lhe darão a dica preciosa e gratuitamente. Aproveite a generosidade e retribua o favor caso tenha acabado de visualizar algum animal.
  • LEVE alimentos e bebidas para refeições rápidas dentro do carro. Às vezes a fome bate e você pode estar longe de locais seguros para sair do carro.
  • Seja GENTIL com os demais turistas e tente sempre usar o mínimo de espaço possível quando for parar seu carro para ver algum animal, para que os demais possam também ter a visão deles.

Nosso primeiro safari

Ainda “virgens” de safari, escolhemos fazer nosso primeiro safari mais para o final da tarde, chegando a um dos portões do parque próximo das 15h30. Paramos na guarita de entrada, compramos os tickets, o mapa e seguimos viagem. Como nosso filho Bernardo tinha quase 3 anos, tentamos fazer ele dormir antes de chegar ao parque, mas não conseguimos de jeito nenhum, e o que acabou ocorrendo foi que ele dormiu assim que cruzamos o portão de entrada do parque.

Logo no começo do nosso safari já nos deparamos com os animais mais comuns por lá: os impalas (parecidos com os veados do Pantanal brasileiro). No primeiro momento você fica todo empolgado por ter encontrado eles, mas depois de meia hora de safari você não fará mais muita questão de vê-los, visto que eles estão espalhados em todo canto do parque.

Na sequência passávamos por uma ponte quando vimos um grande hipopótamo camuflado na água: o único que vimos próximo do carro nos nossos três safáris.

Ao contrário do que imaginávamos, não apareciam animais a cada 100 metros que andávamos. Chegamos a andar mais de 1 quilômetro sem passar por nenhum animal, o que faz com que cada vez que avistávamos um novo animal, a sensação era ainda mais prazerosa.

Outro animal que é presença constante no parque são as simpáticas zebras, que estão por toda parte.

O primeiro integrante do Big Five que vimos foi o rinoceronte. Também derrubando mais uma ideia que tínhamos sobre safari, de que os animais passariam na frente do carro ou pelo menos próximo dele, muitas vezes só conseguíamos ver os animais a centenas de metros de distância, e somente com um belo zoom de câmera conseguíamos fotos como as que tiramos (nossa câmera possui zoom óptico de 50x).

Outro animal que chama bastante a atenção é a girafa, sobretudo por conta de seu tamanho. Apesar de existirem apenas cerca de 170 girafas no Pilanesberg, cruzamos com elas nos três dias de safari.

O segundo integrante do Big Five que vimos foi o elefante. Porém não conseguíamos nenhum registro digno para o post. Mas no segundo dia, conforme vocês verão mais abaixo, praticamente cruzamos com um pequeno grupo.

Além dos animais as paisagens das savanas africanas rendem belos registros fotográficos.

Cruzamos também com alguns outros animais menos importantes ou impactantes. Fiquem com as fotos deles:

Para fechar com chave de ouro nosso primeiro safari, fomos brindados com mais um espetacular pôr do sol em terras africanas.

Segundo safari

O horário escolhido do nosso segundo safari foi pelo início da manhã. E a escolha já rendeu resultados logo no começo. Auxiliado por outros turistas (conforme citamos lá nas recomendações), encontramos nosso terceiro Big Five: o leão. Novamente somente com o auxílio do zoom de nossa câmera conseguimos fotos tão detalhadas, mas já valeu a pena demais.

Algum tempo depois encontramos um carro parado com duas mulheres britânicas tirando foto de alguma coisa numa árvore. Elas nos explicaram que tinha um leopardo lá (nosso quarto Big Five!), e depois de muito tempo finalmente conseguimos identificar onde o mesmo estava, mas nem mesmo com o zoom da câmera deu pra ver muita coisa.

O restante do passeio seguiu com mais alguns animais “repetidos”, mas vale o registro:

Zebras cruzando a estrada

Depois de não conseguir registrar de forma satisfatória o elefante do primeiro dia, no segundo dia demos uma sorte danada. Estávamos passando ao lado de um lago quando avistamos uma pequena manada de elefantes se refrescando, porém assim que os avistamos eles começaram a voltar para a mata. Não arriscamos muito em ficar ali parado depois de ter vistos alguns vídeos de incidentes de elefantes atacando carros em safari, então aceleramos um pouco e optamos por ver os elefantes cruzando a estrada atrás de nosso carro: um momento inesquecível!

Elefantes cruzando a estrada

Apenas para ilustrar o porquê de ficarmos com medo, vejam estes dois vídeos reais de encontros com elefantes em safaris na África:

Ainda no segundo dia de Safari também pudemos registrar uma leoa embaixo de uma árvore pegando uma sombra, mas novamente somente dando um belo zoom com a câmera:

Quem também encontramos por lá foi o Pumba do Rei Leão, ou melhor, um pequeno javali cruzando a rua:

Quase saindo do parque, encontramos os únicos macacos de nossos três dias de safari.

Para fechar o segundo dia de Safari, fiquem com mais algumas fotos.

Terceiro safari

No nosso terceiro e último safari chegamos no portão de entrada logo no horário de entrada (05h30min), e o pequeno esforço de acordar cedo foi recompensado com louvor. Logo no começo vimos uma “muvuca” um pouco anormal próximo do principal lago do parque. Depois de algum tempo identificamos um grupo de leões se dirigindo ao lago para tomar água.

Bem próximo dali havia uma daquelas áreas de observação/descanso, e praticamente todos os carros e caminhões que estavam na estrada foram para lá. Assim que os leões começaram a se movimentar em direção a mata, entramos no carro rapidamente e conseguimos bons registros da alcateia. Mas depois que os caminhões chegam, digamos que fica um pouco complicado:

Quando os caminhões chegam, a vista fica prejudicada

No restante do passeio foi basicamente “mais do mesmo”, como vocês poderão ver nos registros fotográficos abaixo:

Infelizmente não encontramos em nenhum dos três safaris o búfalo, o único dos Big Five que faltou em nossa lista.

Mas não temos nenhuma dúvida em dizer que a experiência vale muito a pena. Dificilmente você terá um contato tão próximo com animais em seu habitat natural como num safari. Talvez se tivéssemos feito um safari no início da viagem, teríamos feito mais do que três, porque o passeio é simplesmente mágico!

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